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S&P 500 e Nasdaq caminham para maior queda mensal em um ano com persistência de preocupações com IA
27 de fevereiro de 2026
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27 de fevereiro de 2026
Published by on 27 de fevereiro de 2026
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A alta de 0,84% em fevereiro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) surpreendeu o mercado pela intensidade, já que uma aceleração já era esperada devido à sazonalidade do mês. O avanço, que foi a maior surpresa de alta desde 2003, colocou o mercado em alerta, mas não a ponto de descartar o início do ciclo de corte de juro em março.

O consenso da Bloomberg projetava um índice menor, de 0,56%. Já as demais estimativas do mercado giravam em torno de 0,60%. O indicador funciona como a prévia da inflação oficial do país.

Para a XP, a análise do IPCA-15 de fevereiro mostra um resultado negativo nos indicadores de serviços – que já vinham pressionando a inflação ao longo de 2025 – mas, na leitura geral, houve recuo, o que mostra a efetividade da restrição da política monetária. No acumulado em 12 meses, a taxa caiu de 4,50% (até janeiro) para 4,10% nos 12 meses anteriores a fevereiro.

PeríodoTaxaFevereiro de 20260,84%Janeiro de 20260,20%Fevereiro de 20251,23%Acumulado no ano1,04%Acumulado nos últimos 12 meses4,10%

Fonte: IBGE

Leia também: Tesouro Direto: taxas pré disparam após IPCA-15, mas juro real cede com Treasuries

Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, afirma que a surpresa com o IPCA-15 deve ser analisada com cautela. “O desvio em relação às expectativas e a maior pressão dos núcleos de inflação merecem atenção, mas a leitura corrente tem peso limitado para a condução da política monetária”, afirma. Para ele, a inflação observada hoje reflete decisões passadas de política monetária. Já as próximas decisões “dependem sobretudo da trajetória projetada para o horizonte relevante de 18 meses à frente”, diz.

Educação e Passagens Aéreas lideram altas

A principal surpresa para o indicador veio do setor de serviços, que foi impactado pelos preços das passagens aéreas e pelos seguros de veículos. 

As passagens aéreas tiveram um salto expressivo de 11,64% na comparação com o mês anterior, figurando como um dos principais fatores de desvio em relação às expectativas de mercado. 

Educação foi um dos itens que teve alta no IPCa-15 de fevereiro devido ao reajuste das mensalidades escolares. (Crédito: Ivan Aleksic/ Unsplash)

O grupo de Educação também exerceu forte pressão no índice, refletindo a alta de 6,18% nos cursos regulares, um movimento impulsionado pela sazonalidade típica do reajuste de matrículas escolares neste período do ano. 

Juntos, os grupos de Transportes e Educação responderam por 80% de toda a inflação observada no mês de fevereiro.

A tabela abaixo detalha as principais variações e surpresas observadas na composição do índice:

GrupoVariação/Janeiro (%)Variação/Fevereiro (%)Índice Geral0,20,84Alimentação e bebidas0,310,2Habitação-0,260,06Artigos de residência0,430,21Vestuário0,28-0,42Transportes-0,131,72Saúde e cuidados pessoais0,810,67Despesas pessoais0,280,2Educação0,055,2Comunicação0,730,39

Fonte: IBGE

De acordo com a XP, os preços dos cinemas não apresentaram a queda esperada e os serviços com uso intensivo de mão de obra avançaram 0,66%, refletindo ainda um mercado de trabalho aquecido. 

O Bradesco pontuou que os bens industriais registraram uma alta ligeiramente acima do esperado, puxada em grande parte pelo grupo volátil de higiene pessoal, embora o segmento mantenha uma trajetória de desaceleração na variação anual.

A deterioração do índice na margem foi um ponto comum nas análises, mas com diferentes perspectivas sobre a sua gravidade.

André Valério, economista sênior do Inter, explicou que o indicador veio acima do esperado e que o qualitativo do índice continua apresentando deterioração na margem. Valério apontou, contudo, que essa piora era esperada devido à sazonalidade do mês e que o processo de desinflação da economia persiste.

Grupo/ItemVariação mensalImpacto/SurpresaPassagens Aéreas+11,64%Principal surpresa altistaCursos Regulares+6,18%Alta sazonal esperadaSeguros de Veículos+5,6%Surpresa altistaBens Industrializados+0,44%Praticamente em linha com as expectativasProdutos Alimentícios+0,09%Acima da expectativa de deflação

Fonte: IBGE e análise de economistas ouvidos pelo InfoMoney

Por outro lado, Gustavo Gonzaga, economista da Necton Investimentos, ponderou que “do ponto de vista qualitativo, as medidas mais relevantes para a política monetária contrariaram nossa expectativa de normalização após a virada do ano e se mostraram mais pressionadas mesmo à luz da sazonalidade adversa”. 

Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, complementou as preocupações ao afirmar que “o resultado acende um sinal de alerta em relação à perspectiva de melhora estrutural da inflação ao longo do ano”.

Impactos nos juros e decisão do Copom

A leitura mais pressionada do IPCA-15 traz implicações diretas para a condução dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). 

Para Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, apesar de o acumulado em 12 meses ter recuado para 4,10%, abaixo dos 4,50% anteriores, o dado corrente traz um “sinal de alerta importante”. “A inflação de serviços e os núcleos seguem pressionados, o que reduz o espaço para um início mais agressivo do ciclo de cortes”, diz. Ele pontua que a reação do mercado foi imediata, o que fez os juros futuros subirem cerca de 15 pontos. No entanto, o corte de juro não está descartado. Para Spyer, ele deve ocorrer, mas a probabilidade é que o Copom seja mais cauteloso nesta intensidade.

Gustavo Gonzaga, da Necton Investimentos, também destacou uma certa “mensagem incômoda” para o Copom às vésperas do esperado ciclo de cortes de juros, previsto para março.

Já a XP avalia que as expectativas de inflação arrefeceram, e que a tendência desinflacionária de preços em industrializados e alimentos permanece. Com isso, a casa mantém a previsão de redução da taxa Selic em 50 pontos-base na reunião de março do Copom, chegando a 14,50%.

Para o Goldman Sachs, estamos em frente a um cenário de “dinâmica inflacionária ainda desafiadora”. O banco cita o setor de serviços com inflação em 6,1% ao ano, as expectativas de inflação de curto e médio prazo sem ancoragem, um hiato do produto positivo, o mercado de trabalho restrito e as medidas contínuas de estímulo fiscal e de crédito, o que “exige uma calibragem conservadora da política monetária”.

Apesar desta leitura, o Goldman Sachs não descarta o corte de juro em março. “A política monetária restritiva está operando conforme o esperado (crescimento moderado, crédito desacelerando, expectativas de inflação caindo lentamente, valorização do real), criando espaço para o início de um ciclo de normalização das taxas de juros, provavelmente na reunião de março”, diz a instituição.

Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, afirma que esta dinâmica da inflação representa impedimento para o Banco Central iniciar o ciclo de corte de juros na reunião de 18 de março. “Avaliamos que o arrefecimento da atividade econômica, das expectativas de inflação e o elevado nível das taxas de juros reais justificariam uma redução”, diz.

No que diz respeito às perspectivas futuras, as instituições financeiras mantêm suas projeções de médio prazo ancoradas. 

A XP Macro projeta o IPCA acumulado em 2026 no patamar de 3,8%. O Bradesco compartilha da mesma visão, esperando uma alta acumulada da inflação de 3,8% para o final de 2026, com o entendimento de que a surpresa atual foi disseminada em itens voláteis e não altera a tendência principal de desaceleração rumo à meta. O mercado segue acompanhando a evolução dos preços de serviços e os efeitos das sazonalidades para calibrar as projeções dos próximos cortes de juros.

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