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10 de março de 2023
Published by on 10 de março de 2023
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O IPCA de 0,84% de fevereiro – acima do consenso do mercado – indica que, pelo menos do ponto de vista da variação de preços, o Banco Central não tem motivos ou justificativa para modificar seu plano de voo e mudar a mão de sua política contracionista, dizem analistas. Mesmo retirando do índice cheio o comportamento de preços que sobem sazonalmente no início do ano, alguns  núcleos tiveram reaceleração em fevereiro, o que eleva o tom de cautela.

Essa resiliência dos preços mostra que a desinflação no ano continuará lenta e que só uma mudança na percepção de risco fiscal pelo mercado ou uma queda mais acentuada na atividade terão o poder de mudar a linha da política monetária, afirmaram os especialistas.

Para Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital, o que pode ser lido como uma boa notícia é a desaceleração em relação ao início de 2022. Ele lembra que, no primeiro quadrimestre do ano passado, a inflação oficial do Brasil rodou em média em torno de 1,06% e que, retirando da conta do último IPCA o efeito sazonal dos preços da Educação, a inflação de fevereiro foi de 0,49%, em linha com os 0,53% de janeiro.

“A boa notícia é que está desacelerando, para a metade do ano passado. A má notícia é que 0,50% de inflação não é condizente com a meta, porque anualizando dá uma inflação de 6%”, calculou, lembrando que a meta do BC para este ano é de 3,25%, caindo para 3% nos próximo anos.

Para a economista, apenas pelos indicadores de inflação, não há espaço ainda para que o BC comece a cortar juros no primeiro semestre. “Quando coloca outras variáveis, como um novo marco fiscal capaz de estabilizar a dívida, contribui para o debate de uma antecipação do corte de juros”, comentou, agregando a isso uma possibilidade de os dados de atividade econômica ampliarem a desaceleração.

Carlos Lopes, economista do Banco BV, viu a inflação de fevereiro acima do esperado e mostrando disseminação. “Teve altas maiores que o esperado em Habitação, Transporte, Saúde e Cuidados Pessoais”, listou.

“É um indicador que, de fato, reflete como a inflação tem sido resistente e persistentemente elevada e coloca um desafio para a política monetária, dado que o indicador de hoje é uma boa sinalização de que a gente ainda está distante de um início de corte de juros”, afirmou.

Núcleos preocupam

Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, também destacou que as leituras recentes do IPCA sugerem que a tendência de desinflação observada no ano passado parece perder força, com a inflação ainda em níveis elevados. “Isso não é uma boa notícia para o Copom, à medida que se aproxima a reunião de março”, alertou.

Entre os motivos de preocupação com a inflação ao consumidor, ele citou a média dos núcleos de inflação, que mostrou elevação de 0,73% em fevereiro ante janeiro. E a métrica de média móvel de 3 meses anualizada e dessazonalizada, que subiu de 5,77% para 6,57% no período, muito acima da meta de inflação de 3,25% para este ano.

Além disso, ele destacou a inflação de serviços, mais sensível à política monetária, que seguiu em alta em fevereiro: 1,41% na comparação mensal. Ao mesmo tempo, a medida menos volátil, de serviços subjacentes, apresentou aumento de 0,55%, o que significou 8,23% na métrica anualizada e dessazonalizada. “Ou seja, praticamente o mesmo patamar de janeiro de 2023 (8,52%) e dezembro de 2022 (8,90%)”, comparou o economista-chefe da XP.

Ele comentou ainda que os números publicados hoje são consistentes com as previsões da XP de alta de 5,5% para o IPCA em 2023 e de 4,5% para o IPCA de 2024.

Flávio Serrano, economista da BlueLine Asset Management, comentou que a inflação vem apresentando sinais de arrefecimento, mas que esse processo tem sido mitigado pela reversão das medidas tributárias de 2022. “O mês de março seguirá pressionado por conta do retorno dos impostos federais sobre a gasolina e etanol”, ressaltou.

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Serrano disse concordar que os serviços subjacentes e os núcleos de inflação confirmaram as estimativas, mas que os níveis recentes ainda seguem incompatíveis com as metas de inflação, limitando espaço para corte de juros no curto prazo. “Ainda mais em um contexto de deterioração das expectativas de médio prazo e incertezas em relação ao arcabouço fiscal”, completou.

Disseminação

Gustavo Sung, da Suno Research, também chamou a atenção para a disseminação dos aumentos no mês, uma vez que oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em fevereiro.

Para ele, três dados divulgados hoje geram certa preocupação. O primeiro é o índice de difusão, que mostra o porcentual de itens com que aumentaram de preços no mês, que voltou a subir em fevereiro, para 65,2%, ante a 63,1% de janeiro.

O segundo ponto citado foi que a média dos núcleos de inflação saltou de 0,37% em janeiro para 0,80% em fevereiro. No acumulado de 12 meses, se encontra 8,44%. Por último, ele citou a inflação de serviços, que bateu em 1,41% no mês, a maior da série histórica desde fevereiro de 2011.

Esse último dado teve forte influência sazonal do grupo Educação, que saltou 6,28% por conta dos reajustes de início de ano letivo. “Diante de tudo isso, o Banco Central não deve alterar seu plano de voo tão cedo pois, mesmo com a inflação cheia em queda, alguns itens merecem vigilância antes de qualquer decisão de corte”, previu.

Para Sung, as discussões em torno da nova âncora fiscal é que vão determinar se o País irá caminhar para o cenário pessimista ou otimista, pois afetará expectativas de inflação, câmbio, juros e o ânimo do mercado.

Além dos preços de Educação, Laíz Carvalho, economista para o Brasil do BNP Paribas, também atribuiu a surpresa de alta na inflação de fevereiro ao comportamento dos itens de cuidados pessoais, como maquiagem e artigos relacionados à limpeza do rosto. Ela lembrou, no entanto que esses itens são naturalmente voláteis e, exceto no caso de perfumes, não entram nos núcleos do BC.

“De maneira geral, a gente está vendo os preços dos serviços ainda mostrando um pouco de força, mas com estabilização – uma alta de 0,50% por mês, que vem acontecendo em dezembro e janeiro”, comentou.

Para Laíz, o IPCA de fevereiro reflete muito qual vai ser o comportamento do índice ao longo do ano todo de 2023, de desaceleração, mas com alguns repiques por itens mais voláteis e sazonais.

“Vai desacelerando, mas num ritmo muito lento. A gente continua com projeção de IPCA de 6,5%. Não traz muito alívio para o BC, já que as expectativas de inflação continuam altas”, estimou. O BNP Paribas prevê que a Selic deve permanecer em 13,75% ao longo de todo 2023.

André Fernandes, sócio da A7 Capital, também avaliou que, a partir dos dados último dados de inflação, a tendência é que o Copom mantenha a taxa de juros inalterada pelo menos para essa primeira reunião, marcada para 22 de março.

“O balanço de riscos no exterior continua com muitas incertezas. Além disso, a reoneração dos combustíveis deve impactar no IPCA de março, que será divulgado em abril”, comentou.

Para Fernandes, apesar da intenção do governo pressionar o Banco Central a derrubar os juros, com uma tentativa de divulgar o arcabouço fiscal na semana que vem (ante da reunião de política monetária), a tendência é o Copom manter a taxa e adotar um discurso mais “dovish” caso o arcabouço seja divulgado e agrade o mercado.

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