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Índice de Commodities do BC cai 0,45% em abril ante março e acumula queda de 13,42% em 12 meses
3 de maio de 2023
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3 de maio de 2023
Published by on 3 de maio de 2023
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O Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu nesta sexta-feira (3), manter pela 6ª reunião consecutiva a taxa de juros Selic em 13,75%, conservar também em sua comunicação o tom mais duro e técnico adotado após os encontros anteriores, mas mudando trechos que tanto atenuaram como reforçaram as posições anteriores. Numa análise mais geral, a maioria dos analistas acredita que as chances de um início de cortes na reunião de junho são quase nulas.

Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital, disse em live da XP que o BC optou por manter a mensagem das últimas reuniões, de que sua estratégia é manter a taxa de juros nesse patamar mais alto até que as expectativas de inflação, incluindo as de prazos mais longos, caiam em direção à meta.

Ela destacou no comunicado o detalhamento que o Comitê deu à afirmação feita anteriormente pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que não há relação mecânica entre a apresentação do novo arcabouço fiscal e a redução dos juros.

Tatiana disse que houve uma sinalização de que não é apenas a entrega do novo conjunto de regras fiscais ou a série de medidas visando a arrecadação que afeta a condução da política monetária e sim os efeitos disso nas expectativas. “A disciplina ou não do lado fiscal tem de fazer efeito nas expectativas. Não são mensagens muito diferentes do que já tem sido feito há algum tempo”, comentou”.

Mario Schalch, gestor de multimercado da Neo Investimentos, que também participou da live da XP, também viu uma comunicação muito parecida com a da reunião de março do Copom. “O BC tem sido bastante objetivo, talvez por ter entrado no foco da discussão política. Ele tem se apegado às variáveis que são maias relevantes. Pegou o regulamento e botpu debaixo do braço”, afirmou.

Tanto Taiana como Mario projetam que o BC só deve começar a cortar os juros a partir da reunião de setembro.

Acredito que o BC sinalizou que o início dos cortes é no segundo semestre e nossa aposta é setembro. É preciso maturação do cenário de desinflação. E tem o debate sobre a meta, que fez a expectativas desancorarem. O ambiente para o corte de juros nesse primeiro semestre ficou complicado”, comentou a economista da Galapagos.

O gestor da Neo Investimentos concorda. Ele acredita numa inflação entre 4% e 5% em 2024, portanto uma taxa Selic de cerca de 11% no ano que vem resultaria num juro real entre 6% a 6,5%. “Tem espaço para baixar a Selic. É uma gordura que vai ser retirada do que existe hoje”, calculou.

Ele também ponderou que uma mudança na meta de inflação, possibilidade cada vez mais real por conta da reunião do CMN em junho, pode trazer um novo desafio de adaptação ao BC.

Para Luca Mercadante, economista da Rio Bravo, o comunicado do BC teve uma renovação do tom duro adotado antes, ao citar a contínua preocupação com o nível de inflação e agora com a citação do mercado de trabalho mais persistente do que o esperado.

“Nos resultados do modelo, a autoridade monetária vê pouco alívio, inclusive no cenário mais pessimista. Assim, o BC segue reconhecendo um cenário em que não há espaço para cortes de juros no curto prazo e segue colocando, ainda que agora reconhecendo a menor probabilidade, a possibilidade de retomada do ciclo”, afirmou Mercadante.

Rodolfo Margato, economista da XP, também citou a adição ao comunicado da menção à resiliência no mercado de trabalho no período recente, motivada pelos dados do Caged, que mostraram forte geração líquida de emprego com carteira assinada no primeiro trimestre. Isso, no entanto, não tem força, segundo o economista, para alterar o cenário-base prospectivo do BC.

Para a XP, esse cenário é de manutenção da Selic também na reunião de junho e um início de ciclo de flexibilização gradual da taxa em agosto. “A gente prevê um primeiro corte na reunião de agosto, em 0,25 ponto percentual, seguida de reduções de 0,50 p.p. a partir de setembro, com a taxa chegando a 12% no final de 2023”, estimou Margato

Como fator que pode interferir nessa projeção, o economista da XP citou a tramitação do arcabouço fiscal no Congresso Nacional, que pode impactar expectativas de inflação e a percepção de risco na economia. “Além, claro de leituras de inflação, dados de atividade econômica e comportamento do câmbio, que teve uma apreciação no período recente”, listou.

Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil, destaca “vigilância” como palavra-chave para atuação do BC. “Na minha visão, o tom do comunicado do Copom foi bastante duro, bem mais ‘hawkish’, e mantendo a palavra quase que de lei nas últimas reuniões do Comitê: vigilância”, afirmou.

Para ele, a “surpresa” ficou por conta do tom da manutenção da Selic no patamar atual por mais tempo, pegando o mercado na contramão, em um momento em que havia a esperança de um corte de juros no curto prazo.

“O Comitê caminhou no sentido contrário por entender que ainda há muito a ser feito, principalmente para ancorar as expectativas de inflação, tentando cumprir a meta de forma técnica, mas tendo que cobrar um custo alto para isso”, destacou.

A posição mais firme do BC deverá ter seu preço, alerta Alves. “Provavelmente deixará o ânimo dos políticos à flor da pele, já que boa parte da base aliada pedia um corte de juros ‘de qualquer jeito’. E mais uma vez um Copom sinalizou que vai ser técnico e que não cederá as pressões políticas”, analisou.

The post Analistas acreditam que diminuíram as chances de o Copom iniciar os cortes de juros em junho appeared first on InfoMoney.

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