PIB do Brasil cresce 0,8% no 1º trimestre de 2024, dentro do previsto.
Acompanhe a coletiva sobre os resultados:
Na comparação interanual, houve alta de 4,4% no consumo das famílias.
No subsetor de informação e comunicação, houve crescimento de 4,6%. “O principal subsetor que puxou a alta foi a categoria “outros serviços”, que abarca serviços profissionais.
Na indústria, na comparação interanual o setor apresenta crescimento de 2,8%. Os subsetores que puxam a alta são as atividades extrativas (+5,9%) e a produção e distribuição de eletricidade, gás e água (+4,6%). Dentre as contribuições negativas, estão máquinas e equipamentos, a indústria farmacêutica, vestuário e produtos químicos, de acordo com a coordenadora.
“Por questões climáticas como El Niño, a soja e o milho se apresentam como destaques negativos”, comentou Rebeca Palis. As culturas se apresentam com queda de -2,4% e -11,7%, respectivamente. Dentro da agropecuária, a pecuária representa cerca de 20% e agricultura cerca de 70%, com restante composto por produção florestal e pesca.
Segundo presidente, outra boa notícia é que, de acordo com a previsão do FMI, o Brasil subirá mais uma posição, chegando a 8º PIB mundial.
“O crescimento de subsetores ligados à indústria abaixou na comparação trimestral e se destacam no campo negativo”, diz Rebeca Palis. Na comparação interanual, as importações de bens e serviços se destacam assim como as despesas de consumo das famílias. “Temos os três componentes de demanda interna crescendo, com importações crescendo mais que as exportações”, comentou.
“Apesar do ano ter sido excelente para a agropecuária, o quarto trimestre não foi tão bem. A variação positiva no trimestre se refere às diferentes colheitas que se tem”, diz Rebeca. “No caso da agropecuária, a melhor taxa para se olhar são as taxas interanuais, ainda que na comparação trimestral apresente crescimento”, acrescenta.
“Quem puxa para baixo é a extrativa, construção e eletricidade e gás, água e esgoto”, diz a coordenadora do IBGE. Rebeca faz a ressalva de que os segmentos apresentam algum crescimento mas, na comparação trimestral, abaixaram a taxa da indústria.
Em análise, o Santander escreveu que o resultado não deve afetar a previsão de alta de +2,0% para o PIB de 2024. “A composição mostra que os setores de oferta ficaram próximos às expectativas, com os serviços surpreendendo positivamente, enquanto a demanda indicou desempenhos positivos para o consumo e investimentos, e o governo surpreendeu negativamente. Para o futuro, esperamos uma desaceleração no 2T24, devido aos efeitos diminuídos do pagamento de precatórios e os impactos negativos das enchentes no Rio Grande do Sul.”
“Nos últimos dois anos, tivemos uma contribuição positiva do setor externo. Nesse primeiro trimestre, a gente viu isso mudar”, diz Rebeca. A importação cresceu bem mais que a exportação e o crescimento trimestral do PIB é relacionada ao consumo interno, acrescenta.
Leonardo Costa, economista do ASA Investments, diz que, “pelas aberturas (oferta), o destaque fica para o segmento de serviços, com variação de +1,4%, nível mais forte desde 2020, com a volatilidade da pandemia, com o comércio subindo +3,0% no período; além disso, a agropecuária teve taxa de +11,3% neste trimestre, enquanto a indústria variou -0,1%. Do lado da demanda, consumo das famílias com variação de +1,5% nesta leitura, FBCF subiu +4,1%”. Para ele, o PIB ficou “muito próximo da nossa projeção” e “não deve alterar a expectativa de crescimento do ano, de +2,3%; os dados devem ficar mais voláteis a partir de 2T, quando (o PIB) deve contabilizar o efeito da tragédia no Rio Grande do Sul”.
A Coordenadora de Contas Nacionais faz a ressalva de que a indústria segue em estabilidade desde 2010, em especial pela indústria de transformação.
Desse total, R$ 2,4 trilhões foram referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 361,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
Fonte: IBGE
PIB 1º trimestre. Fonte: IBGE
O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em março de 2024, comparado ao mesmo período de 2023, cresceu 2,5%. Nessa comparação, houve altas na Agropecuária (6,4%), na Indústria (1,9%) e nos Serviços (2,3%).
Já a taxa de poupança foi de 16,2%, ante 17,5% no mesmo trimestre de 2023.
Segundo o IBGE, isso se deveu, principalmente, pelas contribuições do Comércio (3,0%), de Informação e Comunicação (2,1%) e de Outras atividades de serviços (1,6%).
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