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Brasil abre vagas, mas empresas não encontram o “funcionário perfeito”; entenda
29 de agosto de 2025
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29 de agosto de 2025
Published by on 29 de agosto de 2025
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Dados da economia americana, divulgados em agosto, reforçam a aposta do mercado na retomada do ciclo de flexibilização dos juros nos Estados Unidos, o que deve impactar a política monetária do Brasil. Por aqui, a pressão inflacionária segue no radar, e a valorização do real aumentou a confiança de parte dos investidores – mas é preciso cautela para avaliar os dados.

Em julho, o IPCA teve alta de 0,26%, abaixo das projeções de mercado, de 0,36%. A média dos núcleos de inflação do BC, por sua vez, desacelerou para 5,06% em 12 meses. Nos Estados Unidos, a inflação também surpreendeu positivamente, em 3%, embora ainda esteja acima da meta, de 2%.

“Estamos diante de um quadro em que os indicadores de preços mostram alívio, mas a pressão sobre serviços e a fragilidade fiscal mantêm o ambiente incerto tanto aqui quanto lá fora. O investidor precisa interpretar esse contraste com cautela”, afirma José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos.

Leia também: Ibovespa renova máximas e atinge 142 mil pontos por 1ª vez: o que anima o mercado?

Inflação e trabalho nos EUA

O mercado de trabalho dos EUA está enfraquecendo, com a criação de empregos desacelerando e revisões negativas históricas nos últimos meses. O crescimento se concentra em poucos setores, como saúde e educação, enquanto a taxa de desemprego de 4,2% se mantém, na verdade, devido à escassez de mão de obra. Essa falta de trabalhadores é um reflexo direto da política de imigração mais rígida do país, que limita a entrada de novos profissionais, avalia Alfaix.

A inflação, por sua vez, pode subir em breve. Embora os índices atuais pareçam estáveis, eles ainda não mostram o impacto total das tarifas de importação de Trump. Segundo uma análise do Goldman Sachs, as empresas americanas estão absorvendo 64% desses custos, mas isso não é sustentável a longo prazo. A expectativa é que, em breve, as empresas passem a repassar esses custos aos consumidores, pressionando os preços para cima.

É em meio a esse cenário de enfraquecimento do mercado de trabalho e potencial alta da inflação que a aposta em um corte de juros ganha força. A decisão seria impulsionada não apenas pelos indicadores econômicos, mas também por fatores políticos, como a nomeação de um aliado de Donald Trump para o Federal Reserve e a mudança de postura de outros membros do comitê.

Para o economista, há uma alta probabilidade de um primeiro corte de juros em breve, com maior peso das circunstâncias políticas do que dos fundamentos econômicos.

Real valorizado e corte de juros no Brasil

No Brasil, o cenário é marcado pela valorização do real frente ao dólar. Esta movimentação do câmbio ajuda a segurar a inflação no país, elevando as apostas para um corte de juros no Brasil antes do fim de 2025.

Mas, para Alfaix, essa discussão ainda é prematura. A fragilidade do câmbio e a saída líquida recorde de recursos financeiros do país geram incertezas sobre a sustentabilidade do movimento.

“O câmbio, peça central do alívio inflacionário, mostra-se frágil para sustentar sozinho o processo. Embora o dólar acumule queda de 12% contra o real em 2025, o fluxo cambial no acumulado do ano até julho está negativo em US$ 14,6 bilhões, e a saída líquida de recursos na conta financeira é a maior da série histórica. Esses fundamentos externos mais frágeis frustram o otimismo recente com a moeda brasileira”, avalia.

Além disso, gastos públicos em expansão e o impacto dos precatórios no terceiro trimestre trazem riscos adicionais ao cenário fiscal, de acordo com Alfaix.

Com os múltiplos focos de tensão sobre a economia, aumenta a probabilidade de que o Banco Central mantenha uma postura cautelosa para preservar a credibilidade do regime de metas.

Segundo o economista, o risco é de que uma eventual flexibilização monetária precoce comprometa o controle da inflação no médio prazo. “Num ambiente de expectativa de inflação desancorada, a principal preocupação do Banco Central deve ser preservar a credibilidade do regime de metas. Sua ferramenta mais valiosa é a confiança, e retomar cortes prematuramente pode tornar a convergência da inflação ainda mais custosa”, afirma.

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