A falta de confiança por parte do diretores do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) com a continuidade do processo de desinflação foi o tom da ata da última reunião do Fomc, o comitê de política monetária, que aconteceu nos dias 30 de abril e 1º de maio. Segundo o documento divulgado nesta quarta-feira (22), “vários participantes” mencionaram a disposição de apertar ainda mais a política, “caso os riscos para a inflação se materializem de forma que tal ação se torne apropriada”.
Os participantes, no geral, “observaram sua incerteza sobre a persistência da inflação e concordaram que os dados recentes não aumentaram sua confiança de que a inflação estava se movendo de forma sustentável em direção a 2%”.
De acordo com a ata, alguns participantes apontaram para eventos geopolíticos ou outros fatores que resultam em gargalos de oferta mais severos ou custos de transporte mais altos, o que poderia pressionar os preços para cima e pesar sobre o crescimento econômico.
Para esses diretores, a possibilidade de que eventos geopolíticos possam gerar aumentos nos preços das commodities também foi vista como um risco de alta para a inflação.
Além disso, alguns participantes registaram incerteza quanto ao grau de restrição das condições financeiras atuais e ao risco associado de que tais condições não fossem suficientemente restritivas para a demanda agregada e a inflação.
Mas vários participantes comentaram que o aumento da eficiência e as inovações tecnológicas poderiam aumentar o crescimento da produtividade de forma sustentada, o que poderia permitir que a economia crescesse mais rápido sem aumentar a inflação.
Os participantes também observaram riscos de baixa para a atividade econômica, incluindo desaceleração do crescimento econômico na China, deterioração das condições nos mercados domésticos de CRE ou um forte aperto nas condições financeiras.
Assim ao ponderar sobre os riscos e incertezas em torno das perspectivas econômicas, os participantes do Fomc decidiram mais uma vez manter o intervalo das taxas de juros entre 5,25% e 5,5% ao ano.
Em suas discussões de política monetária, os membros do comitê concordaram na reunião que a atividade econômica continuou a se expandir em um ritmo sólido, que os ganhos de emprego permaneceram fortes e que a taxa de desemprego permaneceu baixa. Ele também reconheceram que inflação diminuiu desde o ano passado, mas que permaneceu elevada.
“Os membros também concordaram que, nos últimos meses, houve falta de mais progresso em direção à meta de inflação de 2% do Comitê e concordaram em reconhecer esse desenvolvimento no comunicado pós-reunião”, diz a ata.
Os membros também avaliaram as perspectivas econômicas como incertas e concordaram que permaneceriam altamente atentos aos riscos de inflação.
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