A estimativa para a inflação é de 5,1% ao final de 2025 e de 3,7% em 2026. O BC diz que IPCA deve seguir com variações mensais elevadas e acumulado em 12 meses deve permanecer ao redor de 5,5%.
O BC piorou sua estimativa de crescimento econômico do Brasil em 2025 de 2,1% para 1,9%. O Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê expansão de 2,3% para o PIB este ano e o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,98% em 2025.
Em relação à política monetária, a autarquia reiterou mensagem da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de que antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de magnitude menor do que 1 ponto percentual na reunião de maio.
No curto prazo, o banco projeta altas de 0,63% em março, 0,42% em abril, 0,26% em maio e 0,27% em junho na inflação.
Nas projeções para o IPCA, o BC considera a taxa de câmbio no patamar de R$ 5,80 por dólar, valor 2,5% menor do que no Relatório de dezembro.
Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 7,9%. Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 7,5%.
Já em relação ao resultado das transações correntes, a projeção de um saldo negativo de US$ 58 bilhões para um rombo de US$ 62 bilhões.
O banco manteve em US$70 bilhões a perspectiva para os Investimentos Diretos no País (IDP) em 2025.
A autarquia calcula que a balança comercial terá superávit de US$ 61 bilhões neste ano, ante estimativa anterior de saldo positivo de US$ 65 bilhões. A despesa líquida com viagens, por sua vez, foi estimada em US$ 14 bilhões, ante US$ 10 bilhões.