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Bancos esperam que o crédito esfrie lentamente em 2026 e corte da Selic só em março
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2 de janeiro de 2026
Published by on 1 de janeiro de 2026
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Pesquisa divulgada pela Febraban, a entidade que representa os bancos, mostra uma melhora nas expectativas do setor em relação ao crescimento do crédito, dada a perspectiva de expansão das operações com recursos direcionados.

Sete a cada dez bancos (73,7%) avaliam que a desaceleração do crédito será gradual, já que a resiliência do mercado de trabalho e os estímulos públicos tendem a compensar parte do impacto da política monetária contracionista e do aumento da inadimplência.

A projeção ao crescimento da carteira de crédito no ano passado, cujos números finais ainda serão divulgados, passou de 8,9%, previsão feita em novembro, para 9,2% na pesquisa realizada em dezembro. Já para 2026, os bancos preveem crescimento de 8,2% da carteira de crédito, acima também do prognóstico do levantamento anterior: 7,9%.

Conforme a Febraban, os números recentes do mercado de crédito mostram que a carteira mantém um crescimento elevado, apesar da alta da Selic. A última pesquisa da instituição ouviu 20 bancos entre 17 e 19 de dezembro.

A maior mudança se deu nas expectativas ao crédito direcionado, em que os maiores operadores são bancos públicos. A projeção ao crescimento do saldo da carteira de crédito direcionado em 2025 passou de 10,1% para 10,9%, ao passo que as projeções para este ano subiram de 9% para 9,4%, o que supera o crescimento de 7,6% previsto para a carteira de crédito com recursos livres.

Segundo o levantamento, os bancos esperam que a taxa de inadimplência suba de 5,1%, em 2025, para 5,2%, em 2026. Para 70% dos entrevistados, o Banco Central (BC) só deve começar a cortar os juros de referência em março, levando a Selic dos atuais 15% para 13% até agosto. Para metade dos bancos, constantes estímulos fiscais e de crédito pelo governo, combinados ao mercado de trabalho ainda aquecido, devem impedir a baixa da inflação para 3,5%, como espera o BC para este ano.

Em relação às contas públicas, o entendimento de 80% das instituições financeiras consultadas pela pesquisa é de que o governo precisará de medidas adicionais para cumprir a meta do arcabouço fiscal, que obriga o governo a, no mínimo, zerar o déficit primário. A aposta é de que o governo manterá a estratégia de aumentar as receitas ou vai retirar despesas do arcabouço para cumprir a meta.

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