A maior parte dos CEOs de bancos e instituições financeiras dos países desenvolvidos acredita que ocorrerá uma recessão global em 2023, segundo pesquisa desenvolvida pela KPMG que ouviu 141 executivos. Do total, 85% considera que haverá uma recessão ao longo deste ano.
Por outro lado, a duração e o efeito da crise geram dúvidas. Para 70%, uma crise como essa acabaria com o crescimento previsto nos próximos três anos. O percentual é um contraste em relação ao otimismo esperado para 2022, quando 88% estavam otimistas com o crescimento dos negócios. No entanto, para 59%, haverá um breve e leve retrocesso.
“Os executivos do setor terão pela frente desafios e oportunidades, mesmo quando lidam com preocupações a respeito do aumento das taxas de juros e da nova política monetária. Neste contexto, o setor tem uma importância relevante para retomada do crescimento econômico”, analisou o sócio-líder de serviços financeiros da KPMG no Brasil, Cláudio Sertório, em nota enviada ao InfoMoney.
A edição 2022 do “KPMG Banking CEO Outlook” foi realizada no segundo semestre do ano passado e ouviu banqueiros de 11 países: Alemanha, Austrália, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido.
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Os entrevistados também opinaram sobre as melhores estratégias de crescimento diante da atual perspectiva. Para 74% dos CEOs, será fundamental estimular a transformação digital em ritmo acelerado para fazer frente à concorrência.
Em outro tópico, 60% dos entrevistados se comprometeram a alocar mais de 6% da receita para tornar a organização mais sustentável, com especial atenção à agenda ESG (ambiental, social e governança, em inglês).
Com relação ao modelo de trabalho, 69% consideram que aqueles que trabalharam em escritórios antes da pandemia estarão de volta presencialmente nos próximos três anos.
foram perguntados também sobre as melhores estratégias de crescimento diante deste cenário. Para 74% dos líderes, é fundamental estimular a transformação digital em um ritmo acelerado para, assim, manter-se à frente da concorrência. Além disso, 60% deles comprometeram-se a alocar mais de 6% da receita para tornar a organização mais sustentável, com mais atenção à agenda ESG.
“Muitos CEOs reconhecem que o crescimento de longo prazo deverá exigir um compromisso contínuo de estimular as mudanças em toda a organização”, conclui o sócio da KPMG.
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