O Banco Central publicará carta aberta ao presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN) às 18h30 desta terça-feira, informou a assessoria de imprensa do Bacen.
O CMN é o órgão que define as metas de inflação e tem como chefe o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A carta do BC vai explicar os motivos do descumprimento da meta de inflação em 2022, quando o IPCA ficou em 5,79%–superando em muito o objetivo (3,50%) e rompendo o teto do intervalo de tolerância (5,00%).
Em carta ao novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o BC deve citar a guerra na Ucrânia e a reabertura econômica pós-covid como as principais justificativas para não cumprir a meta de inflação pelo segundo ano seguido em 2022.
O BC também deve reforçar a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, como arma para ganhar a batalha contra a alta de preços.
Toda vez que a inflação fica fora do limite de tolerância da meta, o BC tem de explicar por que falhou na sua principal missão: a estabilidade dos preços.
Desde a criação do sistema de metas, em 1999, o BC descumpriu a meta seis vezes. Com a segunda carta seguida, o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, se iguala a Henrique Meirelles no número de explicações oficiais à Fazenda.
(com Estadão Conteúdo e Reuters)
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