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Published by on 25 de janeiro de 2026
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O Comitê de Política Monetária (Copom) deve iniciar já nesta semana o ciclo de flexibilização da Selic, com um corte de 0,50 ponto percentual, levando a taxa para 14,50%. Ao menos é isso o que projeta o Bank of America (BofA).

A leitura do banco vai na contramão do consenso de mercado para a reunião de janeiro, que aposta majoritariamente na manutenção dos juros. A decisão do Copom será divulgada nesta quarta-feira (28).

Para a equipe do BofA — formada por David Beker, Natacha Perez e Gustavo Mendes —, já há espaço para uma recalibração cautelosa da política monetária. Os analistas destacam que os juros seguem entre os mais restritivos das últimas duas décadas, enquanto as expectativas de inflação continuam se aproximando da meta.

Desde o último encontro do Copom, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 4,5% em meados de novembro para 4,26% em dezembro. Ainda assim, a inflação de serviços mostrou alguma resistência, com os serviços essenciais rodando a uma taxa anualizada de 5%.

A reunião desta semana também ocorre em um momento técnico relevante: o horizonte da política monetária avança do segundo para o terceiro trimestre de 2027, movimento que tende a favorecer uma revisão marginalmente menor das projeções de inflação.

Em dezembro, o Banco Central estimava inflação de 3,2% para o segundo trimestre de 2027 e, agora, com o novo horizonte, o BofA projeta 3,1%, refletindo câmbio mais firme, atividade mais fraca e expectativas inflacionárias em gradual melhora.

Os economistas ponderam, no entanto, que o corte deve vir acompanhado de comunicação cautelosa e dependente dos dados, sem sinalização de um ritmo acelerado de afrouxamento monetário.

A expectativa do banco é de que a flexibilização siga de forma moderada ao longo de 2026, levando a Selic para 11,25% ao fim do próximo ano, à medida que a inflação convirja para dentro do intervalo da meta.

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