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Produção industrial do Brasil frustra expectativas e recua 0,1% em fevereiro
2 de abril de 2025
Produção Industrial do Brasil frustra expectativas e recua em fevereiro
2 de abril de 2025
Published by on 2 de abril de 2025
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O Brasil pode estar entre os grandes beneficiados da nova escalada na guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos. Segundo reportagem publicada pelo Wall Street Journal na noite de terça-feira (1º), a retaliação da China às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump abre espaço para que produtos brasileiros ganhem mercado — tanto em Pequim quanto em Washington.

A reportagem argumenta que, meio a incertezas, cresce a percepção de que o Brasil, com sua oferta abundante de alimentos, energia e metais, pode transformar instabilidade em oportunidade, num momento em que o Brasil, além de consolidar sua posição como fornecedor estratégico de commodities como carne, minério de ferro e petróleo, começa a ver janelas também para produtos industrializados.

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Os primeiros sinais já aparecem, diz o jornal: empresas chinesas vêm ampliando as compras de soja brasileira, antecipando embarques e reduzindo sua dependência do grão norte-americano.

A reportagem destaca ainda o aprofundamento nos últimos anos da relação comercial com a China, que desde 2009 é o principal parceiro comercial brasileiro. Com isso, o investimento chinês no Brasil já supera US$ 70 bilhões, com presença marcante nos setores de energia, infraestrutura e transporte. Projetos como ferrovias estratégicas para o escoamento de grãos vêm sendo tocados por estatais chinesas, ampliando a capacidade logística brasileira e reduzindo custos.

Já nos Estados Unidos, ressaltou a publicação, indústrias como a de calçados, por exemplo, apostam na possibilidade de ocupar o espaço deixado por produtos chineses atingidos por tarifas americanas. O setor, com abundância de matéria-prima e mão de obra qualificada, já exporta em volume significativo para o mercado norte-americano e espera um impulso adicional com o realinhamento comercial.

Embora o Brasil também possa ser alvo de novas tarifas dos EUA, especialistas ouvidos pelo WSJ avaliam que o fato de o país manter superávit comercial com os americanos pode mitigar impactos. Além disso, o Brasil busca acordos bilaterais para reduzir os efeitos de medidas protecionistas, especialmente no setor siderúrgico.

O jornal também aponta a visita recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão, com negociações que podem abrir aquele mercado à carne bovina brasileira, como sinal de que o governo está em busca ativa de novos destinos para produtos nacionais, em um momento de reconfiguração global do comércio.

The post Brasil desponta como potencial vencedor na guerra comercial de Trump, diz WSJ appeared first on InfoMoney.

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