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14 de outubro de 2024
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14 de outubro de 2024
Published by on 14 de outubro de 2024
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O governo da Argentina, liderado pelo presidente Javier Milei, tem dado passos decisivos no sentido de criar um setor público mais eficiente e um setor mais privado mais dinâmico, o que pode ajudar o país a se libertar das recorrentes crises econômicas. A análise está em artigo assinado por Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e publicado pelo jornal Financial Times.

O economista brasileiro, que presidiu o Banco Central (BC) entre 2016 e 2019, destacou no texto que, em apenas sete meses, o governo argentino alcançou um progresso notável na restauração do equilíbrio fiscal tão necessário, transformando um déficit primário de 2,9% do PIB no final de 2023 em um superávit de 1,5% do PIB até o final de agosto.

“Não tem sido simples. A Argentina aumentou a receita e reduziu os gastos cortando subsídios, gastos com infraestrutura, salários do setor público e transferências para governos subnacionais, ao mesmo tempo em que aumentou as tarifas de serviços públicos e impôs impostos especiais”, detalha o artigo.

Goldfajn lembra que, para se manter no caminho certo, os gastos públicos devem se tornar mais eficientes e equitativos. “Em 2018, nossas estimativas no Banco Interamericano de Desenvolvimento indicaram que até 7% do PIB poderia ser realocado, com ineficiências nas transferências e subsídios de 3,3% do PIB.”

O presidente do BID recomenda como fundamental continuar melhorando a eficiência dos gastos e redirecionando os recursos para melhor apoiar os argentinos mais vulneráveis. E diz que o Banco está trabalhando em estreita colaboração com o governo para melhorar a eficiência dos gastos e fortalecer a proteção social.

Ele afirma ainda que melhorar as contas públicas da Argentina e aumentar a estabilidade macroeconômica é apenas uma parte da história. O objetivo final, defende, é criar oportunidades de emprego e proporcionar um crescimento inclusivo duradouro. “É aqui que uma parceria entre um setor público comprometido e um setor privado vibrante pode ser uma força poderosa para a mudança.”

Ele reforça que a Argentina deve oferecer “incentivos claros para a inovação do setor privado, a criação de empregos e o financiamento para aumentar a produtividade”. E destaca que isso requer uma estrutura regulatória que promova a eficiência e atraia investimentos privados.

“Para esse fim, o governo Milei tem simplificado ativamente uma longa lista de regulamentos e controles. Quando o governo garante um clima de negócios favorável, o setor privado pode alavancar essa base para investir e impulsionar o progresso. Tal abordagem permitiria à Argentina se libertar dos ciclos de crise de expansão e recessão.”

O artigo comenta que a Argentina está em uma posição única para se beneficiar da crescente necessidade mundial de enfrentar grandes desafios compartilhados, como segurança alimentar, entre outros.

“De fato, a Argentina ilustra perfeitamente o que a América Latina e o Caribe como um todo têm a oferecer ao mundo. A Argentina desempenha um papel crucial na segurança alimentar global. É o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja, o segundo maior exportador de milho e o terceiro maior exportador de soja.”

O texto lembra que o país também abriga a terceira maior reserva de lítio do mundo, tornando-se um ator-chave na transição energética global e um ator principal na cadeia de suprimentos de minerais críticos. “Essas oportunidades, juntamente com o programa de reformas do governo, devem dar à Argentina um apelo renovado aos investidores.”

Parcerias em investimentos

Para Goldfajn, a promoção do crescimento sustentado também exigirá o aproveitamento de novas oportunidades em outras áreas. “Por exemplo, em redes de telecomunicações, na manufatura e na agricultura, e no potencial do país para desempenhar um papel maior nas cadeias de suprimentos globais. Intermediários financeiros como o BID podem catalisar esse impulso”, diz.

No artigo ele, destaca alguns apoio que o BID tem oferecido à Argentina, como mais de US$ 2,4 bilhões em empréstimos do setor público, em especial para aumentar a eficiência do sistema tributário e melhorar a qualidade do gasto.

Também é citado o apoio do braço BID Invest, que financia mais de 20 projetos do setor privado, no valor de US$ 1,4 bilhão, em agronegócio, infraestrutura, energia e mineração nos próximos dois anos. “Por exemplo, temos três operações de lítio e cobre em várias províncias, especialmente em Salta.”

O artigo conclui que um setor público eficiente, regulamentações simplificadas, forte proteção social e um setor privado que intervém e intensifica podem criar um ciclo virtuoso de estabilidade e crescimento sustentado inclusivo. “O passado não precisa ser um prólogo para a Argentina.”

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