O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quarta-feira que é preciso reconhecer o esforço do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para reduzir os riscos fiscais do país com a apresentação do novo arcabouço para as contas públicas.
Em evento do Bradesco BBI, Campos Neto ponderou, no entanto, que não existe uma relação mecânica entre uma melhora fiscal e reduções nas taxas de juros, fala que vem em meio a forte pressão do governo por cortes na Selic, atualmente em 13,75%.
Sobre o cenário internacional, ao ser questionado sobre o panorama para a indústria bancária após as crises com colapsos de bancos médios nos Estados Unidos e do Credit Suisse na Europa, Campos Neto afirmou que o efeito dessas turbulências será que o crédito vai desacelerar nas economias desenvolvidas, mas disse que o sistema brasileiro tem muito mais salvaguardas que ajudam a evitar uma contaminação.
Segundo ele, porém, o BC está preocupado no Brasil com o setor de pessoa física para produto mais emergencial, como o cartão de crédito.
(com Reuters)
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