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Published by on 4 de fevereiro de 2026
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Os anos 80 foram um período culturalmente marcante. Michael Jackson vivia o auge da carreira, o filme E.T. lotava os cinemas e a estética da época segue gerando debates até hoje. Foi nesse cenário que a General Motors (GM) lançou um carro que ficaria gravado na memória dos brasileiros: o Chevrolet Monza.

O modelo se tornou símbolo dos anos de ouro dos sedãs no país — e agora, décadas depois, o nome está de volta ao mercado global, embora em um formato diferente daquele conhecido pelos motoristas brasileiros.

Após um longo período fora de produção, a GM decidiu repaginar o Monza como parte de sua estratégia internacional, com foco em eficiência energética, tecnologia e novas soluções de mobilidade.

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Uma reintrodução global, com nomes diferentes

O retorno do Monza não significa, necessariamente, a volta do modelo clássico vendido no Brasil nos anos 1980 e 1990. Na estratégia global da GM, o sedã é comercializado com nomes diferentes conforme o mercado:

China: mantém o nome Monza;
México: é vendido como Cavalier;
Oriente Médio: chega às concessionárias como Cruze.

A lógica remete ao Projeto J, adotado pela GM nos anos 1980, que transformou o Monza em um carro global, com múltiplas identidades conforme o país.

Naquele período, o modelo era conhecido como:

Europa: Opel Ascona C e Vauxhall Cavalier;
Austrália: Holden Camira;
Japão: Isuzu Aska;
Estados Unidos: Chevrolet Cavalier, Pontiac 2000/Sunbird, Cadillac Cimarron, Buick Skyhawk e Oldsmobile Firenza;
Brasil, a partir de 1982: Chevrolet Monza.

Quando o Monza virou notícia no Jornal Nacional

No início dos anos 1980, o setor automotivo brasileiro ainda era bastante limitado em opções. Nesse contexto, o Monza surgiu como uma alternativa moderna.

O modelo trouxe motor transversal, tração dianteira — algo inédito em carros da GM produzidos no país —, além de painel côncavo voltado à ergonomia, linhas aerodinâmicas mais refinadas e uma carroceria hatch de duas portas, exclusiva do mercado brasileiro.

O impacto foi tão grande que o lançamento do carro virou assunto até no Jornal Nacional, um reflexo da relevância do modelo naquele momento.

Tecnologia e consumo são os pontos fortes da nova geração

Na nova fase, o Monza — especialmente na versão chinesa — chama atenção pelo foco em eficiência energética e pela adoção de tecnologias mais modernas.

Entre os principais destaques estão:

Motor 1.3 turbo com sistema híbrido leve (MHEV), que combina motor a combustão com um sistema elétrico de 48 V;
Consumo estimado de até 21 km por litro, um dos números mais atrativos entre os sedãs médios compactos;
Potência aproximada de 163 cavalos, com desempenho competitivo;
Design externo atualizado, com foco em aerodinâmica e eficiência;
Interior modernizado, com painel digital e central multimídia conectada.

Embora existam versões com motorização aspirada em mercados como o Oriente Médio, a principal aposta da GM segue sendo o sistema híbrido leve, que busca equilibrar desempenho e economia de combustível.

Por que o Monza não deve voltar ao Brasil por enquanto

Apesar do apelo nostálgico, a GM deixou claro que não há planos de trazer o novo Monza ao Brasil no curto prazo. Entre os motivos estão:

A mudança no perfil do consumidor brasileiro, com maior preferência por SUVs e utilitários;
O enfraquecimento do segmento de sedãs médios no país;
A estratégia local da montadora, concentrada em modelos como Onix, Tracker e na linha de veículos elétricos e importados.

Hoje, quem busca um sedã eficiente no Brasil encontra opções como o Onix Plus, que já apresenta bons números de consumo mesmo sem eletrificação avançada.

(Divulgação/Chevrolet)

Como o Monza híbrido se posiciona frente aos concorrentes

Quando o tema é sedã ou crossover híbrido com foco em economia, o Monza híbrido costuma ser comparado a modelos como o Toyota Corolla Hybrid e o Kia Niro. A principal diferença está no tipo de eletrificação.

O Monza utiliza um sistema híbrido leve (MHEV), no qual o motor elétrico apenas auxilia o motor a combustão, sem tração totalmente elétrica. Já Corolla e Niro adotam hibridização plena (HEV), que permite rodar apenas com o motor elétrico em algumas situações, sobretudo no trânsito urbano.

Na prática, as propostas podem ser resumidas assim:

Chevrolet Monza híbrido (MHEV): suporte elétrico para melhorar arrancadas, reduzir consumo e emissões, sem tração 100% elétrica;
Toyota Corolla Hybrid (HEV): foco em eficiência urbana, com recuperação de energia nas frenagens e condução suave;
Kia Niro Hybrid (HEV): proposta de crossover eficiente, com consumo urbano que pode superar 27 km/l em testes.

A seguir, você confere um comparativo entre o Chevrolet Monza Hybrid, vendido na China e no México, e os principais híbridos disponíveis no mercado brasileiro: Toyota Corolla Hybrid e Kia Niro Hybrid:

Característica 
Chevrolet Monza Hybrid (China) 
Toyota Corolla Hybrid (Brasil) 
Kia Niro Hybrid (Brasil) 

Tipo de sistema 
Híbrido leve (MHEV) 48V 
Híbrido pleno (HEV) flex 
Híbrido pleno (HEV) gasolina 

Motorização 
1.3 turbo (163 cv) + motor elétrico 
1.8 flex (122 cv combinados) + motor elétrico 
1.6 GDI + elétrico (141 cv combinados no conjunto) 

Consumo (gasolina) 
Até 21,6 km/l (misto) 
Até 17,5 km/l (cidade) / 15,2 km/l (estrada) 
Até 27,2 km/l (cidade, segundo testes) 

Desempenho (0–100 km/h) 
9,2 segundos 
12,0 segundos 
10,4 segundos (oficial) 

Porta-malas 
405 litros 
470 litros 
425 litros 

Status no Brasil 
Não disponível 
À venda 
À venda 

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