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Published by on 15 de julho de 2025
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Em 1993, o veterano piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, competindo pela americaníssima categoria da Fórmula Indy, venceu pela segunda vez a famosa prova das 500 Milhas de Indianápolis. Na comemoração da vitória, para o espanto de todos, ele dispensou o tradicional gole da garrafa de leite e optou por um suco de laranja do Brasil. O gesto marcou a força da citricultura brasileira no mercado americano, algo que o tempo mostrou ser uma aposta certeira. Mas agora, com o tarifaço de Trump, o domínio do suco brasileiro corre risco.

(Foto: Reprodução das redes sociais)

A citricultura brasileira sempre mirou o mercado externo – as primeiras investidas datam da década de 1960 – mas exportar para os EUA sempre foi a principal meta. Esses negócios, no entanto, viviam de oscilações, especialmente quando as condições climáticas favoreciam. Houve bons momentos entre o final dos anos 1970 e a década seguinte, quando seguidas geadas prejudicaram a Flórida.

Leia também: Tarifa de 50% dos EUA é péssima para exportadores de suco de laranja, diz CitrusBR

Mas foi a virada dos anos 1990 que mudou o jogo. O greening cítrico atingiu em cheio os laranjais do principal estado produtor dos EUA e uma sequência de furacões devastadores completou o estrago.

Assim, ao mesmo tempo em que a produção americana caiu para padrões nunca recuperados, o investimento feito em pomares no Brasil em décadas anteriores, em especial no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro, tornou o Brasil uma potência global de sucos cítricos, uma participação calculada entre 80% e 90%..

No início de 2025, o Departamento de Agricultura dos EUA alertou que sua produção doméstica estava no nível mais baixo em um século, ou seja, os consumidores americanos estão hoje totalmente dependentes das importações brasileiras – segundo os dados mais recentes, o Brasil fornece 42% das importações de suco de laranja dos EUA.

Segundo balanço do Cepea, a safra brasileira 2024/25 de laranja foi encerrada oficialmente em junho de 2025, com um fato que chamou a atenção: o volume de suco de laranja exportado pelo País foi o menor da série histórica da Secex (iniciada em 1997), mas a receita com os embarques foi recorde. Na comparação com a safra anterior, a receita cresceu expressivos 28,4%, totalizando US$ 3,48 bilhões.

Parte dos agentes de mercado consultados pelo Centro de Pesquisas disse ter receio de que a demanda internacional não se restabeleça completamente – tanto pela estagnação do consumo, como pelos efeitos ainda incertos dos aumentos tarifários implementados pelo governo Trump sobre produtos brasileiros.

Na Flórida, a safra 2024-2025 terminou com uma produção total de 14,52 milhões de caixas de frutas cítricas, uma queda de 28,5% em relação à temporada anterior e um declínio de 75% em comparação com cinco anos antes. Embora a produção de laranja tenha sido a maior entre todas as categorias de citros — totalizando 12,15 milhões de caixas — ainda assim refletiu uma queda de 32,7% ante a safra 2023-2024.

Claro que o domínio não aconteceu sem confronto, pois o protecionismo não nasceu com Donald Trump. A forte participação do suco brasileiro no mercado americano de alta qualidade fez com que o governo dos EUA, pressionado pelos produtores da Flórida, adotasse em 2007 um imposto sobre o suco congelado brasileiro no valor de 25% do valor exportação, alegando dumping, mas usando uma contabilidade controversa.

O Brasil reclamou junto à OMC, conseguindo uma decisão favorável em 2011, derrubando a tarifa.

The post Clima extremo, praga no pomar e Fittipaldi: como nosso suco de laranja dominou os EUA appeared first on InfoMoney.

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