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Published by on 2 de julho de 2025
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O Banco Central afirmou nesta quarta-feira (2) que a C&M Software comunicou um ataque hacker à sua infraestrutura tecnológica.

A empresa é uma prestadora de serviços bancários (bank as a service, ou BaaS) de tecnologia para instituições provedoras de contas internacionais e que não possuem meios de conexão próprios.

Segundo a nota, o BC determinou o desligamento da C&M Software do acesso das instituições às infraestruturas operadas pela empresa. Segundo matéria do Valor Econômico, os hackers teriam conseguido desviar milhões de reais por meio dos acessos do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que integra as instituições ao Banco Central, incluindo liquidações do Pix. Algumas publicações dão conta de um desvio de até R$ 1 bilhão.

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Uma das empresas afetadas, a BMP, emitiu um comunicado informando o incidente de segurança.

“O incidente de cibersegurança comprometeu a infraestrutura da C&M e permitiu acesso indevido a contas reserva de seis instituições financeiras, entre elas BMP, Bradesco e Credsystem”, diz a nota. 

Entretanto, as chamadas “contas reserva” são mantidas diretamente no Banco Central e utilizadas exclusivamente para liquidação interbancária — sem qualquer relação com as contas de clientes finais ou com os saldos mantidos dentro da BMP.

“Reforçamos que nenhum cliente da BMP foi impactado ou teve seus recursos acessados”. 

No caso da BMP, o ataque hacker envolveu exclusivamente recursos depositados nas contas reserva no Banco Central. A instituição afirmou que já adotou todas as medidas operacionais e legais cabíveis e “conta com colaterais suficientes para cobrir integralmente o valor impactado, sem prejuízo à sua operação ou a seus parceiros comerciais”, destacou. 

O valor do roubo não foi divulgado, bem como todas as instituições afetadas pelo ataque ao sistema da C&M. Entretanto, informações não oficiais dão conta que se trata do maior ataque ao sistema financeiro nacional da história.

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