O Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pela FGV/Ibre caiu 3,8 pontos em outubro, para 95,7 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice recuou 1,3 ponto.
Em outubro, houve queda da confiança em 17 dos 19 segmentos industriais monitorados pela Sondagem. O Índice Situação Atual (ISA) recuou 4,5 pontos, para 96,4 pontos, menor nível desde julho de 2020 (89,1 pontos), período em que o Brasil ainda estava em “lockdown”. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 3,0 pontos para 95,0 pontos, pior resultado desde março deste ano (94,9 pontos).
Para Stéfano Pacini, economista do FGV/Ibre, a queda em outubro ocorreu de forma difusa entre os segmentos pesquisados na Sondagem. “Há uma piora das avaliações sobre a situação atual influenciada por uma percepção de redução da demanda interna e externa, aumento do nível de estoques e ainda dificuldades na obtenção de insumos por alguns segmentos”, comentou.
Além disso, ele citou que há uma piora das expectativas que pode estar relacionada a uma desaceleração global prevista e um cenário econômico brasileiro que considera uma inflação acima da meta para 2023.
Entre os quesitos que integram o ISA, o indicador que mede o nível dos estoques foi o que mais influenciou negativamente o resultado no mês, diz a FGV, ao cair 6,8 pontos, para 103,2 pontos, pior resultado desde abril de 2022 (103,9 pontos). Quando este indicador está acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos (ou acima do desejável).
Esse resultado pode estar atrelado também a uma percepção de queda na demanda, uma vez que esse indicador recuou 3,4 pontos, para 98,1 pontos, pior resultado desde março deste ano (96,2 pontos). A percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios também piorou ao recuar 3,0 pontos para 94,6 pontos, menor nível desde março (91,9 pontos).
O quesito que mais influenciou o IE no mês foi o indicador que mede a tendência dos negócios para os próximos seis meses, que caiu 6,2 pontos para 92,3 pontos, mantendo-se abaixo dos 100 pontos desde setembro de 2021 (102,7 pontos).
No horizonte mais curto de três meses, as perspectivas sobre emprego – apesar de menores – ainda se mantêm no terreno otimista. O indicador que mede o emprego previsto cedeu 2,7 pontos, para 101,8 pontos, retornando ao mesmo nível de maio de 2022. Já o indicador de produção prevista para os próximos três meses, fica estável, após recuar por três meses consecutivos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria também se mantém estável, ao variar 0,1 ponto, para 80,7%, próximo ao patamar observado em maio de 2022, de 80,8%
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