O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 0,4 ponto em fevereiro, para 89,1 pontos, atingindo seu menor nível desde maio de 2021, quando bateu em 88,1 pontos, informou nesta terça-feira (28) o FGV/Ibre. Nas métricas trimestrais, o índice manteve trajetória de queda pelo quinto mês consecutivo ao recuar 1,5 ponto.
Em fevereiro, o resultado do ICS veio a partir de sinais opostos da avaliação das empresas sobre o momento atual e das perspectivas para os próximos mês. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) caiu 2,6 pontos, para 91,0 pontos, em menor nível desde março de 2022 (90,9 pontos).
Esse recuo foi influenciado tanto pela piora do indicador que mede o volume de demanda atual, que caiu 4,1 pontos, para 90,2 pontos, quanto pelo indicador situação atual dos negócios, que cedeu 1,0 ponto, para 91,8 pontos. Ambos estão no menor nível desde março de 2022.
Já o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 1,9 ponto no mês, para 87,4 pontos, após quatro meses seguidos em queda. Houve uma diminuição do pessimismo em relação as perspectivas sobre demanda e tendência dos negócios nos próximos meses.
O indicador que mede a demanda prevista nos próximos três meses avançou 1,5 ponto, para 87,1 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses aumentou 2,3 pontos, para 87,8 pontos.
Segundo Rodolpho Tobler, economista do FGV/Ibre, o horizonte ainda não é muito animador, dado que desafios macroeconômicos devem permanecer e impactar negativamente o setor ao longo de 2023
O pessimismo está disseminado. Nos últimos 4 meses, cerca de 70% ou mais dos segmentos pesquisados estavam em queda, indicando que é um movimento amplo do setor e não apenas alguma categoria isolada puxando o resultado para baixo.
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