A inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha caiu 0,5% em novembro ante outubro e alcançou 10,0% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados finais divulgados nesta terça-feira (13) pelo Destatis, o departamento nacional de estatísticas do país. Os números confirmaram a divulgação preliminar e também as estimativas de mercado: o consenso Refinitiv era de -0,5% no mês e de + 10,0% no ano.
O resultado anual representou uma desaceleração, uma vez que a taxa estava em 10,4% em outubro. Segundo o Georg Thiel, presidente do Destatis, a inflação permanece em um nível alto, apesar de uma ligeira desaceleração nos preços da energia.
“Nós vemos aumentos de preços para outros bens, além da energia. O que se tornou particularmente notável para as famílias é o aumento contínuo dos preços dos alimentos”, afirmou.
Os preços dos produtos energéticos ainda mostram alta de 38,7% na comparação anual, apesar de várias medidas de alívio anunciadas pelo governo alemão, mas mostram desaceleração (em outubro, essa alta era de 43%). Houve um aumento de preço particularmente grande para a energia doméstica (+53,2%) e os preços do gás natural mais do que duplicaram (+112,2%). Já os preços do aquecimento urbano aumentaram 36,6%.
Excluindo os preços da energia, a taxa de inflação situou-se em +6,6% em novembro de 2022.
Já os preços dos alimentos subiram 21,1% em novembro de 2022 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que significa que esse aumento de preços foi mais que o dobro da taxa de inflação geral. Em outubro, essa alta estava em 20,3%.
Preços mais altos foram observados em todos os grupos de alimentos, com subidas substanciais de preços em gorduras e óleos comestíveis (+41,5%), laticínios e ovos (+34,0%), pães e cereais (+21,1%) e vegetais (+20,1%).
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