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Published by on 12 de janeiro de 2023
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A queda de 0,1% no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) em dezembro, divulgada nesta quinta-feira (12), reforça os argumentos de quem acredita que o Federal Reserve vá reduzir o ritmo de alta de juros em sua reunião de 1° de fevereiro – de 50 pontos-base para 25 bps. Os analistas destacaram a continuidade de boas notícias nos preços de bens, uma desaceleração ainda tímida nos preços de serviços e um ponto de atenção com a inflação de habitação.

Angelo Polydoro, economista da ASA Investments, considerou que o dado de dezembro veio em linha com o que mercado, mas com uma abertura muito boa, tanto nos preços de bens como no de serviços. Na inflação de bens, ele destacou o comportamento dos preços de automóveis novos e usados e em itens discricionários como os de recreação, cujas promoções acompanham o orçamento ainda apertado das famílias.

Para ele, mesmo nos serviços, onde a situação não é tão boa do ponto de vista de inflação, já aparecem sinais de desaceleração, como no segmento de serviços médicos, quando se comparam os preços dos últimos três meses anualizados.

Sobre o comportamento dos preços da habitação (“housing”), Polydoro admite que o indicador ainda está forte, mas ele pondera que o Fed não está preocupado com esse segmento porque demora um pouco para o comportamento de alguns preços aparecer no índice cheio.

Redução do ritmo

Sobre as implicações do indicador divulgado hoje para a decisão de juros, o economista acredita que o mais indicado seria a manutenção de uma alta de 50 pontos, reduzindo para 25 pontos na reunião seguinte. Mas ele lembra que até alguns integrantes do comitê de política monetária (Fomc), como o presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker, defendendo um ritmo menor.

Por essa lógica, que está sendo seguida na precificação de boa parte do mercado, aconteceria uma alta 25 bps na próxima reunião e o Fed tentaria na comunicação passar a garantia ao mercado que vai continuar combatendo a inflação, indicando uma sequência outros 25 pontos nas duas reuniões seguintes. “Vai ser muito difícil o mercado comprar essa ideia. Mas a inflação parece estar indo para o eixo e a economia parece estar funcionando normalmente. A gente precisa ver um avanço mais significativo na parte de serviços”, afirmou.

O Itaú concordou, em relatório assinado por Bernardo Dutra e Gabriela que a impressão de inflação controlada abre espaço para o Fed desacelerar o ritmo de altas para 25pbs na reunião de fevereiro.

Para os meses à frente, o banco acredita que os preços dos bens devem manter tendência de queda com menores pressões de restrição de oferta e que o segmento de “abrigo” manterá o ritmo atual, com desaceleração durante o primeiro semestre. Os núcleos de serviços ainda podem mostrar força, baseada na resiliência do mercado de trabalho, segundo a visão do Itaú. “Assim, continuamos esperando uma taxa terminal de 5,1% e nenhum corte nas tarifas este ano.”

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, reconheceu que o número de hoje foi uma surpresa positiva, mas fez a ressalva que o declínio da inflação no mês foi tímido e muito derivado da queda dos preços de gasolina. “Os preços na bomba caíram 9,4%. Um ponto que segue preocupando são os maiores custos com moradia (que respondem por um terço do índice) com os preços de acomodação que seguiram subindo (+0,8% no mês e 7,5% no ano)”, afirmou.

Ele ponderou ainda que a inflação encerrou o ano de 2022 em 6.5% muito acima da meta de 2% do banco central americano. “Junto a isso, vimos o núcleo da inflação crescendo em linha com o esperado, sem maior margem para otimismo na luta com a inflação”, comentou.

Longe da meta

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Essa distância para a meta também foi citada na análise de Carlos Vaz, CEO e fundador da Conti Capital. “Isso valida a postura anunciada pelo banco central, no sentido de manter o aperto monetário, já que a expectativa é alcançar juros anualizados em um patamar entre 5% ou 5,5% em 2023, para só então frear o ritmo mais contracionista em relação às taxas”, destacou.

Para Vaz, esse freio deve acontecer mais perto do último trimestre deste ano, ou até no início de 2024, quando se espera que a inflação dos EUA tenha diminuído, se não ao nível da meta desejada, pelo menos mais próximo disso.

“Com isso, imagino que o CPI deve continuar caindo, porém gradativamente, quase que a conta-gotas nos próximos 3 meses, apesar de dar alguma margem para que a autoridade monetária dos EUA avalie aumentos mais brandos na taxa de juros, combinando o índice de preços com outros dados igualmente relevantes”, disse.

Gustavo Sung, economista chefe Suno Reserach, também destacou que os preços de energia, principalmente da gasolina, têm recuado frente aos menores patamares do preço do petróleo. Mas ele observou que alguns índices de preços de alta frequência, como preços de moradia e aluguéis, estão arrefecendo menor velocidade.

Sobre a atuação do Fed, ele também vê à frente uma possível redução no ritmo de alta no juro. “O mercado já enxerga uma alta de 25 bps na próxima reunião. Para este ano, a nossa perspectiva é de que o juro fique em torno de 5,00% a.a.”, estimou.

Para Sung, o ciclo de alta de juros e elevada inflação tem desacelerado alguns setores da economia. As vendas de casas, por exemplo, caíram pelo décimo mês consecutivo e os PMIs continuam abaixo dos 50 pontos, refletindo uma contração na economia, listou.

Em contrapartida, destacou o economista da Suno, o mercado de trabalho continua aquecido. “Nesse cenário, o Fed deve continuar no seu atual plano de voo para a política monetária até que haja sinais mais robustos de que a inflação está de fato cedendo e a atividade econômica está perdendo tração”, avaliou.

Rodrigo Cohen, co-fundador da Escola de Investimentos, também afirmou que a expectativa agora é que Fed suba os juros em 25 pontos-base e não 50 pontos nas duas próximas reuniões, “o que é muito bem-visto pelo mercado”.

Para Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, apesar de o número divulgado do CPI hoje ter vindo dentro do esperado, há dúvidas sobre um aumento de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual na próxima reunião da autoridade monetária.

“Na nossa visão, a inflação deve permanecer pressionada pelo mercado de trabalho, que deve desaquecer lentamente, levando a autoridade monetária a seguir com novos aumentos de juros no curto prazo”, disse.

Salles acreditamos que a taxa terminal de juros deve alcançar um pico este ano, ficando no intervalo entre 5% e 5,25%, com um provável aumento de 0,5 ponto porcentual em fevereiro. “Não esperamos cortes de juros antes de 2024”, disse.

The post CPI de dezembro reforça argumentos para Fed reduzir ritmo de alta de juros em fevereiro, dizem analistas appeared first on InfoMoney.

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