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27 de janeiro de 2026
Published by on 27 de janeiro de 2026
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Depois de crescer 3% no ano passado, o volume de financiamento imobiliário no Brasil deve expandir ao menos 16% em 2026, de acordo com projeções da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Segundo a entidade, em 2025, o total de financiamentos imobiliários — considerando todas as modalidades — somou R$ 324 bilhões, ante R$ 316 bilhões em 2024.

Apenas no mês de dezembro, o crédito imobiliário totalizou aproximadamente R$ 10,3 bilhões, alta de 6,1% na comparação anual.

FGTS e recursos livres

Do volume registrado em 2025, os financiamentos de imóveis com recursos do FGTS cresceram 9%, alcançando R$ 138 bilhões.

Já as operações com recursos livres, que incluem, por exemplo, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), dispararam 246%, passando de R$ 9 bilhões, em 2024, para R$ 31 bilhões.

A expectativa da Abecip é de que, em 2026, o financiamento com recursos livres avance mais 66%, enquanto as operações com FGTS registrem aumente em torno de 5%.

Poupança

No caso da poupança, historicamente a principal fonte de funding do crédito imobiliário no país, o uso recuou 13% em 2025, saindo de R$ 180 bilhões para R$ 156 bilhões. Apesar da diminuição, o desempenho foi melhor do que a retração de 17% projetada anteriormente pela Abecip.

Para Priscilla Ciolli, recém-empossada presidente da associação, a queda está ligada à perda de atratividade da caderneta em um contexto de transformação do mercado financeiro.

“A poupança é um capítulo à parte porque temos uma captação negativa, mas isso faz parte de uma evolução. Com taxas elevadas, a atratividade da poupança diminui, e as pessoas buscam alternativas com maior rentabilidade, como o CDI”, afirmou durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (27).

Além disso, segundo a executiva, o avanço de novos produtos de investimento, com aplicação facilitada por meio de plataformas digitais, também tem influenciado o comportamento dos investidores.

“Há ainda uma mudança estrutural, especialmente entre os mais jovens, que estão buscando novas formas de investimento. A tendência é que a poupança continue perdendo espaço”, disse.

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