Desde que Donald Tump foi eleito para um segundo mandato, em novembro de 2024, os principais países do Brics têm reduzido seus estoques de títulos do Tesouro americano. Dados do Departamento do Tesouro atualizados até outubro passado mostram que a participação da China no total de títulos americanos caiu 9,4% desde outubro de 2024, enquanto a Índia reduziu o montante em 21% e o Brasil em 26,7%.
Esse movimento se acentuou na segunda metade do ano passado, ainda no auge da guerra tarifária promovida por Trump, que atingiu em maior ou menor grau os três países, embora o governo dos EUA tenha recuado algumas vezes de suas medidas restritivas.
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A China, por exemplo, que na década passada era a maior detentora de Treasures, está hoje no terceiro lugar, atrás de Japão e Reino Unido, dois países hoje muito próximos de Trump. Os chineses tinham em estoque em outubro de 2024 o equivalente a US$ 760,1 bilhões em títulos. Chegaram a ampliar o montante até fevereiro (US$ 784,3 bilhões), mas têm feito um recuo acelerado desde junho passado, chegando a outubro com um estoque de US$ 688,7 bilhões.
Já a Índia estava com um estoque de US$ 241,4 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA em outubro do ano retrasado e até aumentou esse patamar em março passado, para US$ 239,9 bilhões, mas também fez uma redução contínua, chegando a outubro passado com US$ 190,7 bilhões aplicados.
O Brasil partiu de um estoque de US$ 228,8 bilhões em outubro de 2024, mas acelerou uma redução desde junho passado e atingiu US$ 167,7 bilhões no início do último trimestre de 2025.
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Enquanto isso, a Japão ampliou a liderança no período, batendo em US$ 1,2 trilhão em Treasuries em outubro passado. E o Reino Unido cresceu seu estoque de US$ 746,5 bilhões para US$ 877,9 bilhões nas comparações dos meses de outubro de 2024 e 2025.
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