• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
Aneel muda cálculo das tarifas e amplia peso da satisfação dos consumidores
27 de janeiro de 2026
Déficit de vagas em creches canadenses se agrava com metas de expansão não cumpridas
27 de janeiro de 2026
Published by on 27 de janeiro de 2026
Categories
  • Sem categoria
Tags

A ideia de um dólar abaixo de R$ 5,00 em 2026 pode parecer distante em meio a tantas incertezas locais e externas, mas não para Mansueto Almeida. O economista‑chefe do BTG Pactual e ex‑secretário do Tesouro Nacional avalia que a moeda americana pode sim romper esse piso.

Embora o cenário base do banco projete o dólar em torno de R$ 5,20 no fim deste ano, Mansueto afirma que há espaço para uma valorização ainda maior do real caso a próxima administração — seja de qual partido for — ataque o principal ponto de fragilidade econômica do país: o descontrole das contas públicas.

Fiscal é o “calcanhar de Aquiles”

Durante participação no painel Onde Investir em 2026, evento do site Seu Dinheiro, o economista foi direto ao diagnosticar o maior problema estrutural da economia brasileira.

“A questão fiscal realmente é o grande calcanhar de Aquiles”, afirmou. A trajetória da dívida pública continua sendo motivo de atenção no mercado, segundo Mansueto.

Projeções oficiais apontam que o indicador deve saltar de 71,7% no início do atual governo para 83,6% do PIB em 2026. Esse avanço pressiona juros, afeta expectativas e limita o espaço para quedas mais consistentes na taxa básica de juros (Selic), afirmou.

O que precisa acontecer para o dólar cair?

Para Mansueto, a possibilidade de o câmbio operar abaixo de R$ 5,00 é absolutamente factível — mas depende da política econômica que será adotada logo após as eleições.

“Se houver a perspectiva de um governo, qualquer governo, que vá implementar uma agenda fiscal para resolver imediatamente o problema da dívida, o dólar pode tranquilamente ir para um número abaixo de cinco”, disse.

Ele ressalva, porém, que 2026 tende a ser um ano de volatilidade extrema.

“Janeiro começou com o dólar a R$ 5,35, mas em ano eleitoral ninguém sabe onde vai estar essa taxa em três ou quatro meses”, afirmou.

O alívio recente no câmbio, observa, foi impulsionado por ventos externos favoráveis e pela manutenção da maior taxa de juros real do mundo — um fator que continua atraindo capital estrangeiro para o país.

Gastos em alta e o desafio para 2027

Mansueto chama atenção também para o ritmo de expansão das despesas públicas. O atual ciclo de governo deve encerrar quatro anos com um crescimento real de gastos de cerca de 20% — mais que o dobro dos 9% observados entre 2014 e 2022.

Esse avanço, diz ele, é inflacionário por natureza e dificulta a convergência da Selic para patamares de um dígito. Nesse contexto, a inflação relativamente bem comportada representa uma surpresa.

O economista descreve dois caminhos possíveis para 2027:

Cenário otimista: um plano fiscal crível permitiria juros abaixo de 10%, valorização de ativos e recuo do dólar.
Cenário de risco: sem reformas, a Selic permaneceria em dois dígitos — hoje o cenário “positivo” do BTG já projeta a taxa em 12% no fim de 2026 — deixando inflação e câmbio sob pressão.

Quando o “barulho” dos EUA ajuda o Brasil

Um ponto curioso destacado por Mansueto é que parte da resiliência recente do real vem de problemas externos.

Ele cita ataques do governo americano à independência do Federal Reserve e medidas protecionistas mais agressivas, o que gerou incerteza institucional nos EUA e incentivou uma diversificação de portfólios globais rumo a países emergentes — entre eles, o Brasil.

Esse enfraquecimento global do dólar, portanto, tem funcionado como um contrapeso ao risco fiscal doméstico.

O recado para o investidor

Para Mansueto, a renda fixa permanece atrativa pela combinação de juros reais elevados e expectativas ainda desancoradas. Mas a entrada mais consistente de capital estrangeiro na bolsa e uma eventual estabilização do câmbio dependem de uma variável conhecida: qual será a solução apresentada pelo país para o problema fiscal após as eleições.

“No fim das contas, tudo volta para o fiscal”, resume.

Assista abaixo à entrevista do painel do Onde Investir em 2026 na íntegra:

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more
4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more
4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress