• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
CEO da Eletrobras (ELET6) diz que não há acordo, mas conversa com governo sobre conta de desenvolvimento energético (CDE)
12 de julho de 2023
Falta de retificação de guia não impede compensação, decide Carf
13 de julho de 2023
Published by on 12 de julho de 2023
Categories
  • Sem categoria
Tags

O dólar blue, negociado no mercado paralelo, superou a marca de 500 pesos argentinos e atingiu máxima histórica nesta quarta-feira (12). O movimento reflete a falta de um acordo mais flexível com o Fundo Monetário Internacional (FMI), além incertezas eleitorais, a um mês das primárias presidenciais.

Segundo levantamento do jornal Ámbito Financiero, o dólar blue subiu 3 pesos argentinos na sessão de hoje e terminou a tarde negociado a 503 pesos, novo recorde nominal. Na cotação oficial, a moeda americana era vendida a 275,50 pesos argentinos, conforme o Clarín.

Investidores aguardam a divulgação da leitura de junho da inflação ao consumidor (CPI), que permaneceu acima da taxa anual de 100% em maio. O cenário amplia as dúvidas sobre a viabilidade eleitoral do atual ministro da Economia, Sergio Massa, que concorre na chapa peronista apoiada pelo presidente Alberto Fernández, que optou por não buscar a reeleição.

Massa tem trabalhado para flexibilizar o acordo de reestruturação da dívida com o FMI, que atualmente está condicionado a metas econômicas e medidas de austeridade que, para o governo, sufoca o país. A seca histórica no começo deste ano agravou a situação. Nesta semana, uma comitiva da Argentina viajou a Washington para novas conversas com o Fundo, mas até agora um entendimento não foi anunciado.

Operação ilegal

“O dólar blue é um índice de cotação que comercializa um dólar paralelo. É uma moeda não fiscalizada pelo Banco Central local. Em outras palavras: é ilegal”, explica João Victor Patrocinio, especialista internacional do escritório de investimentos Blue3. “É uma cotação criada para fazer o dinheiro de transações ilícitas circular na economia”, completa o especialista.

Para não cair em ciladas, o InfoMoney buscou 7 respostas de especialistas sobre o dólar blue na Argentina, a partir de informações repassadas por João Victor Patrocinio, especialista em investimentos da Blue3; Mariano Carricat, advogado argentino especialista em Mercado de Capitais e sócio do BCCB Advogados; e Caio de Souza, sócio-fundador da Elev Investimentos.

Confira:

1. O que é o dólar blue?

O dólar blue é uma cotação do dólar no mercado paralelo na Argentina. A negociação acontece de forma extraoficial, sem fiscalização e autorização do Banco Central do país.

O dólar tem as cotações oficiais como o dólar comercial, utilizado nas transações comerciais, e o dólar turismo, utilizado em viagens ou na compra de produtos importados, por exemplo. O dólar blue também é uma cotação, porém do mercado paralelo.

É uma forma de fazer o câmbio entre o peso e o dólar, ou peso e real. Neste momento, com o peso desvalorizado, quem tem dólar ou real em mãos tem mais poder de compra e consegue trocar por mais pesos.

O nome dólar blue é como o mercado paralelo de dólar é chamado na Argentina. Esse mercado secundário e não oficial também existe em outras economias.

Leia também

Veja como funcionaVai à Argentina? Cartões de débito e crédito têm câmbio mais barato para turistasGoverno argentino instituiu uma nova cotação, mais vantajosa que a oficial, que pode ser utilizada via cartões

2. Como é feita a cotação?

Por não ter uma fiscalização, o dólar blue é super volátil. A cotação varia conforme o negociado entre cambistas, doleiros e casas de câmbio não legalizadas. Na prática, isso significa que não há regras sobre a cotação, o que dificulta uma padronização.

Por isso, a cotação muda todos os dias.

Planilha Gratuita
Planeje seus gastos
Baixe de graça a planilha de controle financeiro com todos os cálculos para monitorar seus gastos mensais

“A diferença entre os tipos de cotação é que a taxa do dólar paralelo tem um spread cambial mais baixo que a do dólar oficial. Por isso, o consumidor pode ver uma vantagem em fazer o câmbio com o dólar blue. E varia conforme a demanda, que agora está alta. Então, mesmo o lucro do cambista sendo menor, ele ganha em volume”, explica Patrocinio.

3. Dólar blue é ilegal?

Sim. O dólar blue é ilegal porque não é regulado e nem fiscalizado pelo governo ou Banco Central local.

Na tentativa de reduzir essa comercialização do mercado paralelo, o governo argentino anunciou uma medida inusitada: o turista poderá trocar dólares por um câmbio mais próximo ao encontrado no mercado paralelo em casas de câmbio autorizadas e bancos, segundo matéria do jornal argentino Clarín. O valor máximo do câmbio será de US$ 5 mil.

O Instituto Nacional de Promoção Turística, órgão do governo argentino, mostra que nos últimos seis meses de 2022, comparado com o mesmo período pré-pandemia, em 2019, a recuperação de brasileiros por lá chegou em 65%. A expectativa é chegar em 100% dos turistas no território dos hermanos nos próximos meses na comparação com 2019.

4. O dinheiro negociado via dólar blue é falso?

Pode acontecer de o dinheiro nesta operação ser falso, e o turista ter dificuldade em utilizá-lo. Esse é o principal risco.

5. Da onde vem o dinheiro do dólar blue?

É difícil rastrear a origem do dinheiro comercializado via dólar blue, mas os especialistas explicam que, geralmente, está relacionado a algum tipo de crime.

“É um dinheiro proveniente de algo ilícito, como lavagem de dinheiro, sonegação, comércio de drogas e armas. A pessoa que compra não sabe a origem. É um mercado paralelo não oficial”, acrescenta Souza, da Elev Investimentos.

Muitas vezes as notas entram em circulação, e o próprio governo não consegue distinguir a origem do dinheiro. “É o dólar que entra na economia sem deixar rastros”, completa Souza.

6. Por que as pessoas compram?

Diante da crise econômica da Argentina, muita gente compra dólares para proteger o patrimônio, visto que o peso está em queda livre.

“As pessoas compram dólares porque é um refúgio, uma forma de preservar seu patrimônio em momento de muita inflação. Como o governo impõe limites para a compra de dólares no câmbio oficial, esse mercado paralelo ganha força”, diz Carricat.

Na Argentina, os cidadãos podem comprar até US$ 200 por mês em dinheiro. Se precisarem de uma quantia maior, devem buscar crédito. A medida, implementada em 2019, tem como objetivo frear a fuga de dólares e estancar a perda nas reservas do país.

Uma outra regra obriga os exportadores a converter dólares americanos em pesos argentinos no prazo de cinco dias após a transação. Diante das restrições e situação complicada na economia argentina, algumas empresas estão tentando driblar o Banco Central local usando até criptomoedas.

7. Quais os riscos de comprar o dólar blue?

O turista que faz o câmbio, via dólar blue, corre o risco de lidar com notas falsas e ter problemas na hora de usar o dinheiro em compras e no pagamento de serviços.

Também corre o risco de se envolver, indiretamente, com o crime de lavagem de dinheiro, sonegação e outras ilegalidades, considerando que é uma operação ilegal. Quem é flagrado nessa situação pode sofrer as sanções previstas em lei e, até mesmo, ser preso, segundo Souza.

“Os bancos têm seus números de série, mas as pessoas comuns e pequenos estabelecimentos não sabem diferenciar as notas não registradas pelo Banco Central”, alerta o sócio da Elev.

The post Dólar blue supera 500 pesos argentinos e atinge máxima histórica no câmbio paralelo appeared first on InfoMoney.

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more
4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more
4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress