A economia do Reino Unido desacelerou menos do que o esperado entre abril e junho, após um forte início de ano, apesar do impacto das tarifas comerciais dos Estados Unidos e de um mercado de trabalho mais fraco. O desempenho favorece a ministra das Finanças, Rachel Reeves, na busca pelo cumprimento de suas metas orçamentárias.
Dados oficiais divulgados nesta quinta-feira mostraram que, após uma expansão excepcional de 0,7% no primeiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no segundo trimestre. O resultado ficou acima da previsão de 0,1% do Banco da Inglaterra e de uma pesquisa da Reuters com economistas.
O Escritório de Estatísticas Nacionais informou que o PIB britânico caiu 0,1% em abril — uma queda menor do que o esperado — e recuou novamente em maio, antes de avançar 0,4% em junho, com crescimento nos setores de serviços, indústria e construção.
Economistas destacaram que grande parte do crescimento refletiu o aumento dos gastos públicos e dos estoques de mercadorias das empresas nacionais e estrangeiras, em preparação para o aumento das tarifas dos EUA. Por outro lado, o investimento empresarial caiu 4% em relação ao primeiro trimestre, e o crescimento dos gastos das famílias permaneceu fraco.
“A contínua relutância dos consumidores em abrir suas carteiras é preocupante”, afirmou Thomas Pugh, economista da RSM UK. “Não esperamos que o crescimento acelere muito a partir daqui, já que a cautela dos consumidores, a demanda global mais fraca e os aumentos de impostos continuam a limitar a economia.”
A maioria dos economistas acredita que Reeves terá que aumentar os impostos em seu orçamento anual, previsto para outubro ou novembro — possivelmente em dezenas de bilhões de libras —, já que a perspectiva de crescimento moderado e os altos custos de empréstimos dificultam o cumprimento das metas fiscais.
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