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Published by on 11 de março de 2025
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Cinco anos após a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretar a pandemia de Covid-19, e sofrendo também o impacto das guerras que se seguiram, a economia global ainda sofre os efeitos do crise sanitária, apresentando juros elevados, baixo crescimento e mudanças estruturais nas cadeias de fornecimento.

A avaliação é de Roberto Dumas, professor de economia internacional do Insper, que aponta que uma das causas do cenário é a realocação das cadeiras de suprimento pelo mundo, iniciada na pandemia. Essa é uma mudança inflacionária, e que não deve ser revertida tão cedo, alerta.

Tanto que as projeções mais recentes do Banco Mundial mostram que a expectativa é de uma expansão mundial de 2,7% ao ano entre 2025 e 2026, uma alta ainda insuficiente para compensar os impactos da série de choques sofridos pela atividade global, como a pandemia e a invasão da Ucrânia pela Rússia e a guerra no Oriente Médio.

Se a expectativa se confirmar, o crescimento global ficará 0,4 ponto percentual abaixo da média registrada entre 2010 e 2019, no pré-pandemia, e a instituição destaca que as taxas de juro mundiais devem atingir uma média de 4% em 2025 e 2026, o dobro da média das duas décadas anteriores ao surto.

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“A política fiscal expansionista que se seguiu à pandemia no mundo pode ser enxugada, mas a repactuação da globalização veio para ficar”, avalia Dumas, em entrevista ao InfoMoney. “Os juros estão elevados no mundo e começam a ser reduzidos nos Estados Unidos, na Europa, mas não vejo voltando ao que era nos anos 2000.”

Confira abaixo a entrevista completa do professor, que é mestre em economia pela Universidade de Birmingham na Inglaterra e mestre em economia chinesa pela Universidade de Fudan (China).

Qual foi o principal impacto da Covid 19 sobre a economia global?

Uma das principais mudanças foi a readequação das cadeias de suprimento pelo mundo. Em vez de depender apenas de um país, de fazer offshoring [prática de transferir processos produtivos de uma empresa para outro país], as empresas começaram a fazer onshoring, ou seja, produzir dentro de casa, ou produzir em países próximos, o chamado nearshoring – um exemplo é o México, que se beneficiou muito disso ao se transformar numa alternativa à China. Ao fazer isso, você não compra dos fornecedores mais baratos, você diversifica, acaba profanando as vantagens comparativas da economia. E as coisas ficam mais caras.

Que outras mudanças impulsionaram a inflação no mundo?

As empresas também passaram a não confiar na política do “just in time”, ou seja, do estoque zero, quando a empresa parte da premissa que, quando terminar seu estoque, já tem um navio chegando para abastecer. Aumentou a chance de ter uma pandemia, uma guerra para atrapalhar o “just in time”, e os CEOs das empresas pensam: preciso ter um estoque elevado para garantir. Só que o estoque elevado também é custo para a empresa, requer mais capital de giro. É um custo maior, que também vai para os preços.

Tudo isso aconteceu com a pandemia de Covid-19 e piorou depois com as guerras que se seguiram, como a invasão da Ucrânia pela Rússia e depois o conflito no Oriente Médio.

Pode-se esperar uma volta do mundo às regras econômicas anteriores, pré-pandemia? Os incentivos fiscais, por exemplo, vieram para ficar?

A política fiscal expansionista que se seguiu à pandemia no mundo pode ser enxugada, mas a repactuação da globalização veio para ficar.

Os juros estão elevados no mundo e começam a ser reduzidos nos Estados Unidos, na Europa, mas não vejo voltando ao que era nos anos 2000, com taxas de 0,25%, 0,5% ao ano. Isso não acontece mais, pelo menos no médio prazo, não.

Qual a sua perspectiva para a economia mundial nos próximos anos, com o segundo mandato de Donald Trump?

Dado que a nossa premissa é de que os juros e a inflação tendem a ficar mais elevados, vejo um crescimento econômico mundial menor e uma maior desordem das cadeias produtivas. Acho difícil acreditar que vamos ter um crescimento maior com Donald Trump, com todo esse desvencilhamento que está acontecendo nas cadeias produtivas e essa incerteza econômica que o governo dos Estados Unidos está colocando nos principais parceiros e também nos aliados.

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