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Alemanha registra queda acentuada na construção de apartamentos em 2024
23 de maio de 2025
Instituições avaliam crédito habitacional ainda restritivo no 2º tri, diz pesquisa do BC
23 de maio de 2025
Published by on 23 de maio de 2025
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Os números de emprego e renda do Brasil mostram que há mais pessoas com atividades remuneradas e que a renda média atingiu o recorde de R$ 3.057 em 2024. Porém, ao comentar os dados, os economistas costumam alertar para o impacto negativo desses indicadores para o Brasil. Afinal, por que ter mais pessoas trabalhando e mais dinheiro no bolso não é “bom” para a economia? 

A resposta está na inflação – e, como sempre, nos detalhes. 

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, apontam que o Brasil fechou o primeiro trimestre de 2025 com taxa de desocupação de 7%, o menor patamar para os meses de janeiro a março em toda a série histórica. 

Ao mesmo tempo, o Brasil registrou saldo de 654,5 mil novas vagas de emprego no mesmo período, de acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Isso significa que mais pessoas estão trabalhando e que há mais vagas de carteira assinada.

Além disso, a renda do trabalho está em alta. Os dados do IBGE também mostram que, em 2024, a massa de rendimento mensal per capita do brasileiro atingiu o maior valor desde 2012, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior e de 15% em relação a 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19.

Considerando o rendimento de todas as fontes (que inclui aposentadoria, aluguéis, entre outros), a renda média ficou em R$ 3.057. 

Mais dinheiro, maior demanda por serviços

Cláudio Hamilton Matos dos Santos, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que uma conjunção de fatores está levando ao aumento de salários do país, como o aumento do salário mínimo, atualmente em R$ 1.518 (7,5% a mais que em 2024), e a expansão dos programas sociais do governo. 

“Isso faz com que as pessoas consigam negociar salários melhores, porque não precisam desesperadamente trabalhar por qualquer salário. Além disso, a transferência de renda para a população mais pobre gera demanda por serviços intensivos em mão de obra”, explica Santos. 

Os números da PNAD Contínua mostram esse aquecimento no setor de serviços – ele foi o setor que mais contratou, com 52,4 mil novas vagas só em março. 

“As pessoas vão colocar o filho no inglês, em aulas de esportes, vão buscar salões de beleza, academias de ginástica. Tudo isso impulsiona os dados de emprego, porque o setor emprega muita gente. Mas não tem ganho de produtividade”, explica. 

Pegando o caso da escola de inglês, por exemplo, será difícil que um professor ganhe produtividade e atenda mais alunos com a mesma qualidade, explica Santos. “A tendência é que a escola contrate mais professores, com salários mais altos porque o mercado está aquecido. Isso pode elevar os custos de produção, mas não a produtividade. O ideal é que, quando estes dados de renda e emprego crescem, eles cresçam atrelados à produtividade”, explica. Sem isso, o resultado é inflação. 

Inflação

Salários altos e mercado de trabalho aquecido não são necessariamente ruins para a economia, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (CCE/ IBRE-FGV). “O problema começa quando o aquecimento do mercado de trabalho se espalha pela economia. Você tem um choque [na demanda]”, avalia.

Esse choque se reverte na pressão sobre serviços, setor responsável por 30% da composição da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), explica Santos. E, se a inflação acelera, depois é difícil ela cair. 

Por isso, o Banco Central usa a taxa básica de juros para controlar a demanda e segurar os preços do país, mantendo o índice em patamares elevados. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic ficou definida em 14,75%. Este índice reflete em outros custos de crédito, tanto para empresas quanto para pessoas físicas. 

A ideia é que o dinheiro fique mais caro para controlar as compras e segurar os preços. Entretanto, o impacto dos juros altos é amenizado por outras estratégias do governo de estímulo à economia, como liberação de empréstimo consignado tendo o FGTS como garantia, a concessão de benefícios, a inclusão de uma nova faixa no programa Minha Casa, Minha Vida, entre outras ações.

Em meio a pressões econômicas sobre inflação e preços, a projeção do mercado é que a economia já está dando sinais de desaceleração e, com isso, a Selic deve encerrar o ano em torno de 14,75% para, depois, começar a cair. 

The post Emprego estável e renda em alta. Por que dados positivos carregam riscos à economia? appeared first on InfoMoney.

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