• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
JPMorgan afirma que economia dos EUA está “resiliente”, mas CEO Dimon alerta sobre incertezas
15 de julho de 2025
Lula regulamenta Lei da Reciprocidade após anúncio de tarifa dos EUA
15 de julho de 2025
Published by on 15 de julho de 2025
Categories
  • Sem categoria
Tags

Não importa a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15): as empresas já se preparam para recorrer à Justiça contra o aumento da tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), proposto pelo governo.

Moraes promove a primeira reunião de conciliação entre Legislativo e Executivo sobre o impasse do IOF. O governo aumentou as alíquotas do imposto e o Legislativo suspendeu a decisão por meio de um decreto legislativo, alegando que o Executivo usa um imposto de caráter regulatório para aumentar a arrecadação. Inconformado, o Executivo recorreu ao Supremo, que agora dará a palavra final sobre a legalidade da cobrança.

Leia também

IOF: Quais os cenários para a audiência de conciliação e como deve afetar o mercado?

Além das tarifas de Trump, esse é um outro ponto que deve movimentar bastante os mercados

Congresso pode apoiar alta do IOF se risco sacado e VGBL ficarem de fora, diz jornal

Audiência de conciliação entre governo e Congresso ocorre nesta terça-feira; Câmara sinaliza apoio parcial a decreto

O centro da discussão é sobre se o governo pode usar o IOF de forma arrecadatória ou se isso extrapola a função do tributo, como alega o Legislativo. Ao anunciar o aumento do imposto, a equipe econômica informou que previa arrecadar R$ 20 bilhões neste ano, o que ajudaria a fechar as contas. Com a resistência do setor privado, o decreto foi alterado. Mas, ainda assim, a expectativa de arrecadação era de R$ 12 bilhões.

A ação das empresas contra a medida pode atrapalhar os planos do governo na arrecadação do imposto.

Em entrevista ao Estadão, o número 2 da Fazenda, Dario Durigan, disse que o objetivo do governo é regulatório e que a arrecadação era uma consequência secundária – tese que o governo defenderá na Corte.

Tratativas

Na semana passada, líderes partidários da Câmara e do Senado sinalizaram uma via de acordo em que aceitavam um aumento do IOF desde que o governo reduzisse a tributação, deixando clara a intenção meramente regulatória. Nesta segunda, 14, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, fez uma declaração sugerindo que o governo não está aberto a acordos.

Seja a decisão do STF pró-governo ou pró-Legislativo, advogados tributaristas a serviço do setor privado já estão preparados para recorrer à Justiça em nome de empresas dos mais variados setores. “Independentemente do deslinde final, cabe medida judicial em ambos os casos”, afirma o tributarista Menndel Macedo, do escritório Menndel e Melo Associados.

Ele afirma que, caso seja acolhida a tese do governo, de que é constitucional o aumento do IOF, haverá uma série de ações questionando a cobrança de imposto sobre operações de “risco sacado”. Essas operações são muito comuns entre empresas e seus fornecedores e consistem na antecipação de pagamentos a fornecedores. Até o momento, tais operações não eram caracterizadas como transações de crédito e, por isso, não recolhiam o imposto.

Fato gerador

“O Executivo tentou empurrar por meio de um decreto um novo fato gerador, uma nova constituição de incidência de IOF sobre o risco sacado. Só que, para instituir um tributo e um fato gerador, é necessário uma lei complementar ou ordinária, ele não pode fazer isso por meio de decreto”, afirma Menndel.

Segundo ele, cada empresa afetada pela tributação poderá recorrer à Justiça alegando que houve desvio no princípio da legalidade estrita e na competência do Executivo ao estipular a tributação.

O sócio tributarista do Mattos Filhos Advogados, Eduardo Melman Katz, tem a mesma opinião e avalia que o governo deverá apostar em uma redução maior da alíquota sobre o risco sacado para desestimular a litigância – a Fazenda já fez um recuo em relação ao primeiro decreto, baixando a tributação, após forte pressão do setor financeiro.

“Ainda que o resultado da negociação (entre governo e Legislativo) seja reduzir a carga sobre o risco sacado, há uma tendência das empresas a irem à Justiça alegando que a cobrança não poderia ter vindo por decreto.”

Segundo Katz, o varejo e todos os ramos industriais, do químico ao alimentício, utilizam a modalidade de antecipação de pagamento a fornecedores e são afetados pela tributação. “A prática de antecipação de recebíveis é comum no mercado e é muito disseminada.”

Muitas empresas já entraram na Justiça questionando a tributação, mas deverá haver nova onda após a decisão final do STF, preveem os dois advogados. Isso porque a taxação está paralisada neste momento por decisão do STF e, assim, não há efeito nocivo a se comprovar. Mas, assim que acionada novamente a cobrança, as companhias deverão recorrer individualmente na primeira instância da Justiça federal contra o IOF.

A segunda hipótese é o STF declarar inconstitucional o decreto presidencial que elevou o IOF, o que não é o cenário-base dos tributaristas. Ainda assim, é passível de recurso para reaver o que foi pago a mais durante a vigência da medida. Como mostrou o Estadão, o governo arrecadou R$ 2 bilhões com a majoração do imposto antes que o Supremo congelasse a cobrança.

The post Empresas devem ir à justiça qualquer que seja a decisão do STF sobre o IOF appeared first on InfoMoney.

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

Nobel de Economia dá receita para a América Latina crescer; veja o que ele propõe


Read more
4 de fevereiro de 2026

PMI: Setor de serviço do Brasil perde força em janeiro com fraqueza de novos negócios


Read more
4 de fevereiro de 2026

ADP: EUA criam 22 mil vagas no setor privado em janeiro e decepcionam projeções


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress