O endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou 52,9% em agosto, o que representou uma queda de 0,4 ponto porcentual no mês e elevação de 3,5 p.p. em 12 meses. O comprometimento de renda subiu para 29,4% no mês, uma lata de 0,8 ponto na comparação mensal, e de 3,9 pontos na anual. Os dados fazem parte das estatísticas monetárias e de crédito divulgadas nesta quinta-feira (27) pelo Banco Central do Brasil.
Segundo o BC, as concessões totais de crédito somaram R$ 526,2 bilhões em setembro, com expansão de 23,6% no acumulado em doze meses. Nas séries sazonalmente ajustadas, as concessões para pessoas jurídicas registraram estabilidade no mês, enquanto as concessões para pessoas físicas tiveram aumento mensal de 1,6%.
A taxa média de juros das novas contratações de crédito caiu 0,2 ponto no mês, para 28,6% anuais, mas estão 7,0 pontos mais altas em doze meses. O spread bancário das novas contratações situou-se em 18,7 pontos em setembro, com estabilidade no mês e acréscimo de 4,2 p.p. na comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com o relatório, a taxa média de juros do crédito livre alcançou 40,4% ao ano em setembro, com recuo de 0,2 p.p. no mês e acréscimo de 9,9 p.p. em doze meses.
O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do Sistema, atingiu 21,2% ao ano, subindo 0,2 ponto no mês e 3,6 pontos em 12 meses. No crédito livre não rotativo, o ICC situou-se em 27,6% a.a., com variações de 0,2 p.p. em setembro e de 4,3 p.p. em 12 meses. E o spread geral do ICC aumentou 0,1 p.p. no mês, para 13,8 p.p., acumulando elevação interanual de 1,7 p.p.
A inadimplência do crédito total do sistema financeiro, que considera os atrasos superiores a 90 dias, permaneceu estável em setembro, em 2,8%. No ano, assim como nos últimos 12 meses, a inadimplência do crédito total avançou 0,5 ponto.
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