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Published by on 1 de dezembro de 2025
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São João Marcos, um antigo município do interior do Rio de Janeiro, é um caso emblemático. Fundada ainda no período colonial e enriquecida pelo ciclo do café, a cidade viveu seu apogeu no século XIX. Mas seu destino seria decidido não por crises econômicas ou desastres naturais, e sim por um projeto de infraestrutura.

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No início do século XX, a Light — então responsável pela eletrificação do Rio e pela operação de sistemas de água e energia — decidiu ampliar o reservatório ligado ao Complexo Hidrelétrico de Lajes. A obra exigia a elevação do nível da represa. E isso significava, na prática, desapropriar e remover toda a população de São João Marcos.

Desapropriação, mudança e a demolição completa

Nas décadas de 1930 e 1940, moradores foram indenizados e orientados a deixar suas casas. Muitos se mudaram para cidades próximas, como Rio Claro (RJ). Outros tentaram resistir, mas a decisão já era oficial: São João Marcos deixaria de existir como sede municipal.

São João Marcos RJ. Imagem: Reprodução site oficial

Com a cidade desocupada, veio a fase mais dolorosa do processo: a demolição dos prédios históricos. Igreja matriz, casas coloniais, o teatro, a praça central, o casario do período do café — tudo foi derrubado para evitar riscos estruturais quando o reservatório fosse elevado.

A destruição também atendia ao padrão técnico da época: cidades dentro de áreas de segurança de barragens tinham de ser removidas integralmente.

O reservatório não submergiu tudo, mas já era tarde

O reservatório avançou, mas não o suficiente para encobrir todo o vale. Onde antes havia ruas e calçadas, a vegetação tomou conta. No entanto, parte das ruínas ficaram parcialmente expostas por décadas, visitadas apenas por antigos moradores e curiosos.

Nenhum retorno foi possível: a cidade, enquanto estrutura urbana, já não existia.

Décadas depois, São João Marcos ressurgiu como memória

No início dos anos 2000, pesquisadores, arqueólogos e descendentes de moradores iniciaram um movimento para recuperar o que restava da antiga cidade. Em 2011, foi inaugurado o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, mantido pela Light em parceria com o governo do Rio.

O parque abriga:

ruínas preservadas de antigas construções;
escadarias coloniais;
parte do traçado urbano original;
peças arqueológicas encontradas em escavações;
centro de memória com fotos, documentos e depoimentos.

O Parque é gratuito e fica aberto de quarta a domingo, das 9h às 16h.

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