• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
Postura da UE nas negociações comerciais com EUA é “complicada demais”, diz Merz
23 de junho de 2025
Presidente do BCE aponta expectativas para inflação como principal indicador
23 de junho de 2025
Published by on 23 de junho de 2025
Categories
  • Sem categoria
Tags

A escalada da guerra no Irã pode dificultar o início do ciclo de afrouxamento monetário no Brasil, diante da expectativa de um novo choque inflacionário, avalia a equipe do Santander.

No sábado (21), os Estados Unidos (EUA) entraram no conflito entre Irã e Israel, após bombardearem três instalações nucleares iranianas. Em resposta, o parlamento iraniano apoiou a proposta de fechar o Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 25% das exportações globais de petróleo.

“Embora ainda não haja confirmação de bloqueio, o risco geopolítico aumentou consideravelmente. Se a interrupção se concretizar, alguns analistas estimam que o [petróleo] Brent pode ultrapassar os US$ 120 por barril”, afirmam a chefe de pesquisa do Brasil no Santander, Aline Cardoso, e seu time.

Os especialistas traçam paralelos entre a guerra no Irã e a invasão na Ucrânia, que elevou a commodity em 27% em apenas um mês e desencadeou uma onda global de aversão a risco.

Agora, porém, o foco do risco está no fornecimento global de energia, podendo provocar um impacto inflacionário mais acentuado. “Um movimento de rotação setorial pode se repetir, favorecendo ações ligadas a petróleo, minério e agro exportação, em detrimento de nomes domésticos mais sensíveis à taxa de juros”, dizem.

VEJA TAMBÉM: As análises e recomendações de especialistas para investir após a reunião do Copom de junho

A equipe do Santander lembra que, em 2021 e 2022, o Banco Central demonstrou capacidade de resposta rápida aos impactos do conflito entre Rússia e Ucrânia no Brasil. “A autarquia deve seguir priorizando a estabilidade, mesmo que isso signifique sacrificar parte do crescimento de curto prazo”.

Vale destacar que, na reunião da semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou a interrupção do ciclo de alta da Selic, mas reforçou que permanece vigilante e disposto a retomar o aperto monetário, se necessário.

Os diretores também sinalizaram que devem manter a taxa básica no atual patamar de 15% ao ano por um período “bastante prolongado”.

O início dos cortes da Selic já era uma grande dúvida, mas os recentes acontecimentos geopolíticos aumentaram ainda mais essa incerteza, afirmam Cardoso e equipe. O Santander projeta que o afrouxamento monetário se inicie entre janeiro e fevereiro de 2026, após uma pausa de sete a nove meses.

“A curva já embute um corte de 0,15 ponto percentual no Copom de janeiro e cerca de 2 pontos percentuais ao longo de 2026”, afirmam.

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria


Read more
4 de fevereiro de 2026

Risco climático ganhará peso crescente na classificação soberana, diz Fitch


Read more
3 de fevereiro de 2026

Ministério de Portos e Aeroportos inicia roadshow para leilão do Galeão


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress