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Published by on 9 de janeiro de 2026
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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, comemorou a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) pelos países europeus e afirmou que o agronegócio brasileiro deve estar entre os principais beneficiados do novo tratado comercial.

“É um momento histórico da diplomacia mundial, com a criação do maior bloco econômico do mundo. Não tenho dúvidas de que isso só foi possível graças à dedicação do presidente Lula. Se fosse fácil, o acordo teria saído há 26 anos”, disse Fávaro em entrevista ao Broadcast Agro.

Segundo o ministro, o momento exige que o setor produtivo olhe para o “copo cheio” do acordo, destacando as oportunidades de crescimento e expansão de mercados. Ele ressaltou que o tratado prevê mecanismos de ajuste para ambas as partes, inclusive salvaguardas agrícolas.

“Se há salvaguardas para o agro do Mercosul, que será um grande beneficiado, também existem instrumentos para que esse agro continue vendendo no maior bloco econômico da história”, afirmou. De acordo com Fávaro, as salvaguardas são ações recíprocas, passíveis de debate ao longo do processo de implementação do acordo. “Agora, o próximo passo é aguardar a formalização, que deve ocorrer na semana que vem”, acrescentou.

Ao comentar a resistência de países como a França, que temem uma “inundação” do mercado europeu por produtos agrícolas do Mercosul, o ministro avaliou que esse tipo de reação expõe contradições no discurso sobre livre comércio.

“Há países que defendem o multilateralismo apenas no discurso. A França, talvez muito atenta à reação de seus produtores, acaba deixando de enxergar as oportunidades”, disse. Segundo ele, produtos franceses de maior valor agregado, como queijos e vinhos, poderão acessar o mercado brasileiro sem tarifas, enquanto produtores brasileiros terão espaço para ampliar as vendas de carne bovina e de aves ao consumidor europeu.

“É a prova de que o multilateralismo é, na prática, um grande gerador de oportunidades”, afirmou.

Com a entrada em vigor do acordo, o agronegócio brasileiro espera ampliar as exportações de produtos agropecuários — como carnes, frutas e pescados — para a União Europeia, beneficiado pela redução gradual de tarifas prevista no tratado, condicionada a cotas.

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