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S&P alerta para risco ao Banco Mundial de eventual saída dos EUA
13 de fevereiro de 2025
Fed deve manter juros inalterados até setembro, mas crescem apostas em corte mais cedo
13 de fevereiro de 2025
Published by on 13 de fevereiro de 2025
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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 de 2,5% para 2,3%, refletindo os ciclos contracionistas das políticas monetária e fiscal. A projeção de desaceleração consta do documento ‘2024 em retrospectiva e o que esperar de 2025’, publicado nesta quinta-feira (13) pela pasta.

“Para o PIB de 2025, projeta-se expansão de 2,3%. A previsão até novembro de 2024 era de crescimento de 2,5%, porém o aumento na taxa de juros básica e o cenário conjuntural externo levaram à expectativa de menor ritmo de expansão da atividade em 2025. O carry-over para 2025 também se reduziu recentemente”, diz o documento.

A projeção de desaceleração pondera que as atividades cíclicas – mais dependentes das dinâmicas de crédito, massa de rendimento e transferências – devem ser mais impactadas pelo aumento nos juros e menores estímulos fiscais.

Por outro lado, as não cíclicas, como produção agropecuária e extrativa, devem crescer em ritmo expressivo neste ano. Esse avanço garantiria que o crescimento real não se distancie do potencial e tende a exercer um efeito desinflacionário pela maior oferta de produtos.

Por setores produtivos, a SPE espera desaceleração para indústria – cuja projeção foi revisada de avanço de 2,5% para 2 2% – e em serviços – com expectativa que caiu de 2,1% para 1,9%. Para a atividade agropecuária, a projeção de crescimento se manteve em 6,0%.

A projeção da SPE vê que, ao longo do primeiro trimestre de 2025 o ritmo de crescimento deverá voltar a subir na margem para desacelerar em seguida. “A expansão da atividade agropecuária deverá ser na casa de dois dígitos no primeiro trimestre de 2025 repercutindo a colheita recorde de soja. O PIB de serviços também deve acelerar na margem no primeiro trimestre, refletindo o reajuste do salário mínimo e o impulso em atividades relacionadas à agropecuária, como os transportes e o comércio”, diz.

O quadro de desaceleração inicia no segundo trimestre e a partir de julho, a atividade deverá se manter estável, pela redução nos impulsos de crédito e mercado de trabalho, um reflexo da política monetária contracionista.

Tarifas

Em relação às tarifas de importação sobre ferro, aço e alumínio nos Estados Unidos, a avaliação é de que devem exercer impacto limitado nas exportações brasileiras, se efetivamente implementadas.

“As exportações brasileiras de produtos de ferro, aço e alumínio para os Estados Unidos corresponderam a apenas 1,9% do valor total exportado pelo Brasil em 2024, mas a cerca de 40,8% do valor total de ferro, aço e alumínio exportado. Nesse sentido, tarifas de 25% sobre importações de produtos de ferro, aço e alumínio devem ter impactos relevantes na indústria de metalurgia, porém limitados no total das exportações e no PIB brasileiro”, diz o documento.

Inflação

A expectativa da SPE para 2025 é de estabilidade na inflação, com projeção de IPCA em 4,8%. “A inflação deverá se situar pouco acima do intervalo superior da meta, resiliente em função de efeitos defasados da depreciação cambial e do ritmo aquecido de atividade”, diz.

O comportamento esperado é distinto entre as categorias de inflação: a expectativa é de queda em alimentos, estabilidade para serviços e alta em preços monitorados e bens industriais. No caso de serviços, os preços sensíveis à ociosidade devem desacelerar, mas se espera mais resiliência em itens sensíveis à aceleração dos preços no fim de 2024, como alimentação fora do domicílio.

“Os preços de carnes tendem a desacelerar até o final do ano, menos impactados pela reversão no ciclo de abate do gado e pelo avanço das exportações. O cenário também deverá ser mais favorável para o arroz, feijão, alimentos in natura e derivados de soja e leite, refletindo as boas perspectivas para o clima e para a produção agrícola em 2025”, com a ressalva de que a colheita baixa de 2024 impactará com alta os preços de trigo e derivados.

A pasta ainda estimou que cerca de 0,9 ponto porcentual da inflação projetada para 2025 está relacionada aos impactos diretos da variação cambial verificada até o fim de 2024. Esse cenário pode mudar, a depender da dinâmica cambial nos próximos meses. “O cenário para inflação pode melhorar se a cotação do real persistir com desempenho melhor que o de pares, se mantendo em patamar inferior a R$/US$ 5,80”, diz.

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