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CME mantém junho como 1º mês com chance maior de 50% de corte de juros pelo Fed
29 de janeiro de 2025
Wall Street recua, mas se recupera de mínima do dia após Fed manter juros inalterados
29 de janeiro de 2025
Published by on 29 de janeiro de 2025
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O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira (29) sua taxa de juros de referência dos Estados Unidos entre 4,25%- 4,5%, decisão nada surpreendente, com o grande foco do mercado no teor que seria adotado no comunicado da decisão.

Isso porque foi a primeira reunião após a posse do presidente Donald Trump, cuja agenda econômica foi apontada como muitos como uma possível causadora de uma guinada hawkish (mais dura, indicando juros altos por mais tempo para conter a inflação) por parte do comitê de política monetária da instituição.

Para o Morgan Stanley, as mudanças na linguagem refletem um tom mais cauteloso, mantendo a consistência com as declarações de dezembro. Os economistas do banco ressaltam que “cortes adicionais [de juros] requerem evidências de desinflação”.

“O comunicado, embora desprovido de qualquer menção direta a Trump, e mesmo a esfera política como um todo, trouxe elementos importantes para a construção de um melhor entendimento sobre como se comportará o Fed nesta nova conjuntura”, avalia Matheus Pizzani, economista da CM Capital.

No comunicado, foi apontado o forte ritmo de crescimento da econômica americana como principal característica avaliada pelo comitê, algo que já vinha ocorrendo nos trimestres anteriores e que faz jus aos indicadores divulgados recentemente e projeções do próprio FED para este ano, aponta o economista.

Os dois outros indicadores trouxeram novidades em suas respectivas análises. No caso da taxa de desemprego, o comitê considerou que houve estabilização da taxa de desocupação em patamar relativamente baixo, com as condições de empregabilidade permanecendo sólidas, contrariando o viés menos receptivo frente ao comportamento do mercado de trabalho do que aquele apresentado pelo comitê em momentos anteriores. Já no que diz respeito à inflação, eliminou-se qualquer menção à desaceleração ou arrefecimento do nível de preços do país, com a trajetória recente dos preços sendo classificada como elevada de alguma forma.

Essas mensagens são importantes, avalia. Para o economista, o comitê se sente mais confortável atualmente com o cenário de pouso suave do que em reuniões anteriores. A menor preocupação expressa especialmente no caso do mercado de trabalho e a maneira como encara o ritmo da atividade econômica são amostras neste sentido. “Esta hipótese, no entanto, não implica afirmar que o menor receio pode abrir espaço para cortes de juros independente do que vem ocorrendo no campo da inflação. Isto porque, conforme mostra o pequeno trecho que trata do comunicado que trata da inflação, a mesma foi considerada elevada, ainda que o motivo para tal elevação seja desconhecido por parte dos membros”, aponta.

Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, destaca o trecho referente à inflação que teve uma mudança hawkish, com o Fed retirando o trecho em que afirmava que a inflação progredia em direção à meta. Outro ponto relevante, o Fed afirma que a taxa de desemprego estabilizou em nível baixo e que o mercado de trabalho segue sólido.

Para Claudia Rodrigues, economista do C6 Bank, o cenário desenhado pelo Fomc reforça a expectativa da casa de que a autoridade monetária vai reduzir os juros de forma mais lenta em 2025, com o objetivo de levar a inflação para a meta de 2%. “Por ora, mantemos nossa visão de que o Fed deve anunciar apenas dois cortes de juros neste ano”, aponta.

The post Fed mostra cautela e condiciona corte de juro a dados de inflação, dizem economistas appeared first on InfoMoney.

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