• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
Gastos com construção nos EUA se recuperam em outubro em meio a reformas
21 de janeiro de 2026
Suprema Corte dos EUA parece relutante em permitir que Trump demita Lisa Cook do Fed
21 de janeiro de 2026
Published by on 21 de janeiro de 2026
Categories
  • Sem categoria
Tags

Por mais de um século, a ideia soou como coisa de inventor maluco, enredo de ficção científica ou promessa impossível de cumprir. Transmitir energia sem fios, pelo ar, sem cabos, postes ou tomadas parecia delírio. Até agora. O velho sonho acaba de ganhar novos contornos em laboratórios da Finlândia.

Pesquisadores finlandeses avançam no desenvolvimento de sistemas de transmissão de eletricidade sem fio por acoplamento eletromagnético, capazes de alimentar sensores, dispositivos eletrônicos e equipamentos industriais sem qualquer ligação física.

Nada de tomadas ou cabos. Apenas campos eletromagnéticos controlados com precisão.

E é impossível falar do tema sem lembrar dele: Nikola Tesla, o inventor que, ainda no fim do século 19, defendia exatamente essa possibilidade.

A diferença é que, desta vez, ninguém promete energia gratuita para o mundo inteiro, apenas soluções eficientes para problemas bem específicos.

O antigo sonho de Tesla

Muito antes de a eletricidade se tornar um negócio trilionário, Tesla acreditava que a energia poderia ser distribuída como um bem universal, transmitida pelo ar. Seu projeto mais ambicioso, a Torre de Wardenclyffe, nos Estados Unidos, buscava provar que seria possível enviar eletricidade e sinais de comunicação sem fios, em escala global.

Tesla chegou a demonstrar lâmpadas acesas sem conexão direta a uma fonte elétrica. Mas faltava o que hoje existe em abundância: tecnologia, materiais adequados, controle de frequência e, sobretudo, investidores dispostos a bancar algo que dispensasse quilômetros de cobre.

O projeto acabou abandonado, e o mundo optou pelos fios.

O que a Finlândia faz agora

Mais de 100 anos depois, a Finlândia retoma essa ideia — com menos utopia e muito mais engenharia.

Universidades e centros de pesquisa como o VTT (Technical Research Centre of Finland) e grupos ligados à Universidade de Helsinki conduzem experimentos que demonstram a viabilidade da transmissão de energia sem cabos por diferentes métodos físicos.

O principal deles é o acoplamento eletromagnético ressonante, técnica que permite transferir energia entre um transmissor e um receptor ajustados à mesma frequência.

É o mesmo princípio usado em carregadores sem fio de celulares, mas aplicado de forma mais sofisticada e direcionada. Assim, sensores, dispositivos eletrônicos e equipamentos de baixa potência podem ser alimentados pelo ar, sem fios, baterias ou contato físico direto.

Na prática, um transmissor gera um campo eletromagnético controlado, e um receptor, sintonizado na mesma frequência, capta essa energia e a converte em eletricidade utilizável. Tudo com eficiência limitada, alcance curto e regras rígidas de segurança.

Além disso, pesquisadores finlandeses testam abordagens ainda mais experimentais, como o uso de ondas ultrassônicas para criar “caminhos” temporários no ar, alterando a densidade do ambiente e permitindo conduzir descargas elétricas controladas por distâncias curtas.

Esses testes seguem em fase de prova de conceito, restritos ao laboratório.

Nada de “Wi-Fi de eletricidade”

É importante deixar claro que a Finlândia não criou um sistema de energia sem fio capaz de abastecer casas, prédios ou cidades. Não existe um “Wi-Fi elétrico” disponível para a população, como sugerem manchetes exageradas nas redes sociais.

Os experimentos trabalham com potências reduzidas, voltadas a aplicações como:

sensores industriais;
dispositivos médicos implantáveis;
equipamentos em ambientes hostis;
sistemas de monitoramento remoto;
Internet das Coisas (IoT).

São cenários em que cabos são caros, frágeis ou inviáveis, e onde a transmissão sem fio resolve um problema real de engenharia.

E a Tesla de Elon Musk?

Aqui vale o esclarecimento: a Tesla, empresa de Elon Musk, não participa desses projetos finlandeses. Ela apenas recebeu o nome em homenagem ao cientista.

A Tesla moderna aposta em outra frente: baterias, armazenamento de energia, carros elétricos e redes de recarga. Ainda assim, o nome não é coincidência. Musk sempre tratou Nikola Tesla como um símbolo da energia do futuro, embora por caminhos diferentes.

Curiosamente, muitos dos desafios atuais da energia sem fio — eficiência, perdas, controle e escala — também aparecem nas discussões sobre fusão nuclear, outra tecnologia que promete abundância, mas exige paciência e realismo.

LEIA TAMBÉM: O “sol artificial” da China ajuda a responder uma antiga questão: afinal, entre fusão e fissão nuclear, qual é mais segura?

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

Calendário do Pé-de-Meia fevereiro 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio


Read more
4 de fevereiro de 2026

Calendário Gás do Povo fevereiro 2026: botijão passa a ser gratuito e governo amplia acesso ao gás de cozinha


Read more
4 de fevereiro de 2026

Por que o mercado projeta inflação abaixo de 4% em 2026? Veja 4 alívios e 4 alertas


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress