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Barômetros globais caem em abril, puxados por piora na Ásia, diz FVG/Ibre
11 de abril de 2023
Taxas dos contratos futuros de juros têm baixa firme após IPCA mostrar desaceleração
11 de abril de 2023
Published by on 11 de abril de 2023
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou as suas projeções para o desempenho da economia global em 2023 e alertou para o risco de recessão na Alemanha e no Reino Unido, isso sem considerar os efeitos da recente turbulência no setor bancário.

O organismo espera que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial desacelere para 2,8% neste ano, ante projeção anterior que indicava avanço de 2,9%, segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta terça-feira (11), durante as reuniões de primavera do Fundo, as chamadas “Spring Meetings”.

“A economia global está novamente em um momento altamente incerto”, avalia o FMI, citando os riscos acumulados da pandemia, a guerra na Ucrânia e o recente caos bancário, que levantou preocupações de estabilidade financeira. “Os riscos para as perspectivas são diretamente negativos”, acrescenta.

No ano passado, a taxa de expansão global caiu quase pela metade, de 6,1% para 3,4%. Para 2024, o FMI também cortou a sua projeção em 0,1 ponto porcentual, para 3,0%.

Na visão do Fundo, há um “risco significativo” de que a recente turbulência do sistema bancário resulte em um aperto mais acentuado e persistente das condições financeiras globais do que o previsto na linha de base e em cenários alternativos plausíveis, o que poderia deteriorar ainda mais a confiança dos negócios e dos consumidores e, por sua vez, impactar a economia global.

Para o FMI, o PIB mundial deve manter baixo crescimento, de cerca de 3%, nos próximos cinco anos, sua expectativa mais baixa em cerca de três décadas. Segundo a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, esse é o prognóstico “mais preocupante”.

“Não nos dá grandes esperanças de atender às aspirações das pessoas, especialmente das pessoas pobres”, disse ontem a dirigente do órgão, na abertura das reuniões.

Quanto ao custo de vida, o Fundo espera que a inflação global caia de 8,7% em 2022 para 7,0% neste ano. A maioria das economias deve presenciar algum nível de desinflação em 2023, segundo o organismo.

Recessão e desemprego

Na revisão de suas projeções, o Fundo passou a prever que a Alemanha entre em recessão neste ano, ao cortar a expectativa para o PIB doméstico em 0,2 ponto porcentual, para uma queda de 0,1% frente a 2022. Já a projeção para o Reino Unido foi melhorada em 0,3 ponto porcentual, mas ainda assim a economia do país deve encolher em 0,3% em 2023.

A média de crescimento das economias avançadas estimada pelo FMI é de 1,3% neste exercício, uma melhora de 0,1 ponto porcentual frente à anterior. Já para 2024, o organismo manteve a expectativa de avanço de 1,4%.

“Estima-se que cerca de 90% das economias avançadas tenham um declínio no crescimento em 2023”, afirma o FMI, no relatório. A forte desaceleração deve resultar em um maior desemprego nas economias avançadas: um aumento de 0,5 ponto porcentual, em média, de 2022 a 2024, prevê o Fundo.

EUA, China e Índia

Na contramão da maioria dos países, o FMI melhorou a projeção para o crescimento dos Estados Unidos. O organismo espera que a maior economia do mundo cresça 1,6% neste ano, contra estimativa anterior de alta de 1,4%. Para 2024, o Fundo vê chances de avanço de 1,1%, 0,1 ponto porcentual a mais do que a estimativa anterior.

Algum ímpeto de crescimento virá dos países emergentes e em desenvolvimento. O Fundo estima expansão do PIB desse grupo de 3,9% neste ano, 0,1 ponto porcentual abaixo da estimativa divulgada em janeiro. Para o próximo ano, a expectativa ficou intacta, em 4,2% de alta.

Apesar da reabertura chinesa, o FMI não alterou o seu prognóstico para o país asiático. O organismo espera que o PIB da China avance 5,2% neste ano e 4,5% no próximo.

O grande destaque em termos de crescimento deve ser a Índia, apesar de o Fundo ter cortado suas projeções para o país. O FMI projeta incremento de 5,9% da economia indiana em 2023 contra 6,1% anteriormente. Para 2024, a estimativa passou para uma alta de 6,3%, ante 6,8%.

Efeitos da crise nos bancos

O FMI traçou ainda um “cenário alternativo” às suas projeções econômicas, no qual considera efeitos danosos da recente turbulência bancária no desempenho da economia mundial neste ano. A expansão do PIB global desaceleraria para 2,5% em vez de uma alta do cenário base de 2,8%. “Seria o resultado mais baixo desde a desaceleração global de 2001, excluindo a crise inicial da covid-19 em 2020 e a crise financeira global em 2009”, diz o FMI, no documento.

Georgieva já havia antecipado que o Fundo traria um cenário em paralelo às suas projeções, contabilizando os efeitos negativos desencadeados pela recente turbulência bancária após o colapso de três bancos nos Estados Unidos e a venda às pressas do Credit Suisse ao UBS. “Claramente, os riscos negativos aumentaram. Não há dúvida sobre isso”, destacou.

Neste cenário alternativo, os efeitos negativos tendem a ser maiores nas economias avançadas do que naquelas de mercados emergentes, com o crescimento caindo abaixo de 1% em comparação com 1,3% no cenário base, segundo o Fundo. Os Estados Unidos, a zona do euro e o Japão teriam as maiores quedas no crescimento em comparação com a linha de base: cerca de 0,4 ponto porcentual menor em 2023.

“Países com maior exposição comercial aos Estados Unidos, como México e Canadá, sofreriam um impacto mais acentuado. Aqueles com exposições menores como, por exemplo, a China, seriam menos afetados”, avalia o FMI.

De acordo com o organismo, o cenário alternativo plausível assume um aperto adicional moderado nas condições de crédito e maiores spreads para empresas e famílias.

“As condições de financiamento para todos os bancos são mais apertadas, devido a uma maior preocupação com a solvência dos bancos e potenciais exposições em todo o sistema financeiro”, avalia o Fundo, citando ainda uma supervisão mais rígida e que também contribui para um comportamento mais cauteloso dos bancos.

No cenário alternativo, a expectativa do FMI é de que o estoque de empréstimos bancários reais nos Estados Unidos caia 2%, enquanto os spreads bancários corporativos, diferença de quanto um banco para captar e o quanto cobra para emprestar subiria em 150 pontos base, em média, em 2023. Uma queda semelhante no crédito e no aumento dos spreads ocorreriam na zona do euro e no Japão, com o aperto gradualmente se dissipando após 2023, prevê o Fundo.

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