O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse mais uma vez que, se a reoneração integral da folha de pagamento de alguns setores da economia e de municípios tivesse sido aprovada neste ano, como era o desejo da pasta, os problemas fiscais do país estariam “mais bem equacionados”.
As declarações foram feitas durante entrevista de Haddad à Rádio CBN, na manhã desta segunda-feira (30).
“Se nós tivéssemos aprovado a Medida Provisória da reoneração, nós teríamos cravado déficit zero este ano, que é o primeiro ano de orçamento do governo Lula. O ano de 2023 foi orçamento do governo anterior”, afirmou Haddad.
O ministro da Fazenda afirmou ainda que o crescimento da dívida pública é uma preocupação “bastante incisiva” da equipe econômica e disse que está tratando do assunto com o presidente Lula
O ministro reforçou ainda que, a despeito disso, o governo vai “continuar lutando” para atingir os resultados que a economia brasileira precisa e que o reequilíbrio das contas não é “um capricho” do ministério da Fazenda.
“A economia brasileira precisa se reencontrar, depois de mais de dez anos praticamente de déficit e baixo crescimento”, avaliou Haddad.
O ministro da Fazenda informou ainda que terá, na terça-feira (1º), uma reunião com representantes de entidades de regulação de publicidade para discutir as propagandas das bets no país
O ministro da Fazenda pontuou também que muitas vezes a necessidade de ajuste fiscal no passado recaiu sobre quem “mais precisa do Estado” e que o governo atual não pretende fazer isso e sim aliar o ajuste fiscal cobrando de quem pode pagar e reduzindo o gasto tributário do país.
(Com Estadão Conteúdo)
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