• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
Este aplicativo alerta se alguém por perto está usando óculos que gravam
5 de março de 2026
BCE não tem resposta pré-definida para tensões no Oriente Médio, diz Lagarde
5 de março de 2026
Published by on 5 de março de 2026
Categories
  • Sem categoria
Tags

A indústria de alimentos encerrou o ano de 2025 com faturamento de R$ 1,388 trilhão, um crescimento de 8,02% comparado ao ano anterior. A produção chegou a 288 milhões de toneladas de alimentos, o que coloca o setor com uma participação de 10,9% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Os dados são do balanço econômico anual divulgado nesta quinta-feira (5) pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).

Para João Dornellas, presidente executivo da Abia, o setor mostrou resiliência ao segurar preços e garantir a segurança alimentar do país.

Faturamento

Dentro do faturamento do setor, o mercado interno passou, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão, somando R$ 1,02 trilhão. Segundo Dornellas, o crescimento foi impulsionado pela alta de 8,4% nas vendas do varejo alimentar, enquanto o consumo da categoria de food service (alimentação fora do lar) cresceu 10,1% no mesmo período.

O setor também despontou nas exportações, que somaram R$ 373 bilhões, ou US$ 66,73 bilhões. O volume representou 19,1% do total das exportações brasileiras em 2025.

Dornelas destacou que o Brasil se estabeleceu como o maior exportador em volume de produtos industrializados do ramo. A operação internacional gerou um superávit de US$ 57,5 bilhões para a balança comercial brasileira, ou 84% do saldo total do país.

Leia também: Indústria brasileira desacelera e CNI prevê ‘âncora pesada’ até 2027

Investimentos

Segundo a Abia, o setor investiu R$ 41,3 bilhões em 2025, um aumento de 6,8% comparado ao ano anterior. 

A inovação recebeu a maior parte desse montante, correspondendo a 65% do total, ou R$ 26,7 bilhões. Foram investidos ainda R$ 14,5 bilhões em fusões e aquisições. O fluxo de capital esteve diretamente ligado à abertura de 850 novas fábricas, uma média de duas inaugurações diárias. Segundo Dornellas, o parque industrial de alimentos utiliza cerca de 78,5% de sua capacidade total e há espaço para crescer mais.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 42 mil empresas de alimentos em operação formal, das quais 93% são enquadradas como micro, pequenas e médias empresas.

Mercado de trabalho

O quadro do mercado de trabalho acompanhou a expansão do setor. O segmento manteve a posição de maior empregador da indústria de transformação ao fechar o balanço com 2,125 milhões de postos de trabalho diretos e 8,5 milhões de empregos indiretos.

A Abia afirma que foram geradas 51 mil novas vagas formais em 2025, o que correspondeu a 44,6% de todas as contratações do ano na indústria de transformação brasileira. 

Os números também apontam que a massa salarial total paga pelas empresas do setor apresentou um crescimento de 9,94%.

Leia também: Desemprego ainda baixo e renda recorde desafiam Banco Central, avaliam economistas

Sobre a proposta de reduzir a jornada de trabalho com o fim da escala 6×1, comum no setor, Dornellas alertou que, caso seja aprovado, o setor deverá passar por uma transição lenta. Segundo os cálculos apresentados, a mudança geraria imediatamente um custo excedente da ordem de R$ 23 bilhões por ano aos caixas das indústrias, valor que teria de ser embutido nos preços e transferido aos consumidores.

Contenção de preços 

Apesar dos resultados expressivos, o balanço mostra que a rentabilidade foi testada ao longo de 2025. Os custos de produção e operacionais registraram um salto de 5,1%. 

Segundo Dornellas, as principais pressões vieram do encarecimento das matérias-primas agrícolas, da elevação nos preços dos combustíveis e do salto nas faturas de energia elétrica, que subiram 5%. As embalagens registraram altas superiores a 10%.

Mesmo com esse cenário adverso, Dornellas destacou que o desempenho do setor impactou de forma positiva no índice de inflação oficial do país. A indústria optou por absorver grande parte do choque de preços para não repassar a alta de custos diretamente às gôndolas. Com isso, a variação dos alimentos industrializados no ano ficou em apenas 1,8%. Em comparação, a inflação nacional medida pelo IPCA fechou o ano em 4,26%.

O presidente da Abia avaliou que a estratégia de “segurar” os preços foi crucial para manter a demanda aquecida. No entretanto, existe um limite de absorção técnica por parte das companhias, o que afeta as margens do setor. Como contrapartida, as empresas precisaram recorrer a fortes investimentos em inovação, eficiência e produtividade.

Acordo Mercosul-UE

Durante a apresentação dos dados, João Dornellas também comentou sobre pautas que afetam as operações internacionais da indústria. Uma delas é o Acordo Mercosul-União Europeia,que é visto de forma positiva pelos industriais. 

A perspectiva é de acesso facilitado a um bloco de países desenvolvidos que abriga cerca de 720 milhões de consumidores potenciais. A avaliação é de que o setor produtivo nacional já possui maturidade e encontra-se plenamente adaptado às severas legislações sanitárias globais exigidas.

Já a instabilidade no cenário global que se acirrou com os ataques dos EUA-Israel ao Irã, a preocupação do setor é sobre o impacto nas cadeias logísticas de longo curso e nos custos de frete internacional devido à volatilidade de energia e combustíveis. No entanto, até o momento, nada foi sentido no ritmo das exportações, afirmou Dornellas.

Mudanças de consumo

A indústria monitora, ainda, novas mudanças culturais e o impacto de tratamentos farmacológicos (como o uso das canetas emagrecedoras). 

Embora esse movimento seja tido hoje como incipiente para o mercado nacional de nutrição, segundo Dornellas, as indústrias vêm desenhando estratégias pontuais e individuais. 

As principais vias de adaptação são as vendas de produtos complementares com apelo nutricional focado e a redução das porções e tamanhos das embalagens, pauta que já acompanha o segmento há muitos anos, afirmou o presidente da entidade.

The post Indústria de alimentos fatura R$ 1,38 trilhão em 2025 em meio a pressões de custos appeared first on InfoMoney.

Share
0

Related posts

5 de março de 2026

A aposta da XP para a Selic neste ano, com tensões geopolíticas e eleições no radar


Read more
5 de março de 2026

Além do petróleo, outro fator pode fazer pressão na inflação brasileira e desafiar juros


Read more
5 de março de 2026

Índice mundial de preços de contêineres sobe 3%, após sete semanas de queda


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress