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Published by on 13 de outubro de 2025
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O Bank of America (BofA) aponta que o Inter (INBR32) e os bancos tradicionais devem ser os principais beneficiários da nova estrutura de crédito imobiliário, anunciada pelo governo federal na última sexta-feira (10).

Em relatório, a instituição destaca que os bancos privados geralmente operam com taxas de juros abaixo do novo teto, de 12% ao ano, e que o crédito imobiliário no caso do Inter representa cerca de 30% da sua carteira.

Além disso, o BofA avalia que o novo modelo deve impulsionar o crescimento dos prêmios emitidos pela área de seguros da Caixa Seguridade (CXSE3).

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Entendendo as mudanças

As medidas anunciadas pelo governo federal têm como objetivo enfrentar o cenário desafiador para as cadernetas de poupança, cujas saídas, de R$ 60 bilhões no acumulado do ano, resultaram em menos — e mais caros — financiamentos imobiliários e de construções para projetos fora do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Atualmente, os bancos devem alocar 65% dos depósitos de poupança para crédito imobiliário e manter 20% como reservas compulsórias no Banco Central (BC).

Sob a nova estrutura, essa reserva compulsória cairá imediatamente para 15% e, em seguida, será reduzida em 1,5 ponto percentual por ano até chegar a zero.

De acordo com estimativas do BC, a nova estrutura deve liberar até R$ 52 bilhões em crédito imobiliário nos próximos anos, sendo R$ 37 bilhões imediatamente.

“No geral, acreditamos que o novo arcabouço deverá permitir que o crédito continue a crescer próximo a cerca de 10%, em comparação com as expectativas anteriores de desaceleração”, afirma o BofA.

Teto para os juros

O governo também definiu que, agora, 80% dos recursos do novo sistema devem ser direcionados a empréstimos vinculados (SFH) e 20% a empréstimos não vinculados (SFI).

Além disso, o valor máximo dos imóveis financiáveis pelo SFH foi elevado de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, com limite de juros em 12% ao ano.

Segundo o BofA, o Santander é o único banco com taxas acima desse teto (12,4%), enquanto Bradesco (11,9%) e Itaú (11,5%) estão um pouco abaixo do limite.

Entre os bancos públicos, as taxas são menores: Banco do Brasil, com aproximadamente 8,8%, e Caixa Econômica Federal, com 7,6%.

O Bank of America ainda lembra que, no mercado, o Itaú é atualmente a instituição privada mais relevante, com 11% de participação, seguido por Bradesco (8%) e Santander (5%).

Já a Caixa domina o setor, com 69% de participação, enquanto o Banco do Brasil detém apenas 4%, devido ao foco em crédito rural.

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