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IPCA-15 sobe 0,20% em novembro, e encosta na meta pela 1ª vez desde janeiro
26 de novembro de 2025
Inflação do Brasil cai para 4,5%, reforçando possibilidade de corte na taxa em janeiro
26 de novembro de 2025
Published by on 26 de novembro de 2025
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A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) subiu 0,20% em novembro, segundo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26). No mês passado, o IPCA-15 avançou 0,18%.

A maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo despesas pessoais — 0,85% e 0,09 ponto percentual (p.p.), respectivamente.

A inflação prévia avançou a 4,15% no ano e foi a 4,50% em 12 meses — dentro da faixa de tolerância no acumulado anual e no limite no horizonte mais longo. Em outubro, esses números foram de respectivos 3,94% e 4,94%.

A projeção era de que o IPCA-15 avançaria 0,18% neste mês, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Broadcast. No acumulado de um ano, a previsão era que o índice fecharia em 4,49%.

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Os grupos do IPCA-15

No grupo despesas pessoais (0,85%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelas altas na hospedagem (4,18%) e no pacote turístico (3,90%).

Saúde e cuidados pessoais (0,29%) e transportes (0,22%) tiveram o segundo maior impacto no índice geral (0,04 p.p.). Em saúde e cuidados pessoais (0,29%), o destaque foi o plano de saúde (0,50%).

Já no resultado do grupo dos transportes (0,22%), o destaque foi para passagens aéreas, que subiram 11,87% e tiveram o maior impacto individual no índice do mês (0,08 p.p.). Por outro lado, os combustíveis tiveram queda (-0,46%). À exceção do gás veicular, que aumentou 0,20%, os demais apresentaram reduções nos preços: etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%).

O grupo alimentação e bebidas, de maior peso no índice, voltou a crescer (0,09%), após cinco meses de queda. A alimentação no domicílio permanece no campo negativo, com queda de 0,15%, após recuar 0,10% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os recuos do leite longa vida (-3,29%), do arroz (-3,10%) e das frutas (-1,60%). No lado das altas, destacam-se a batata inglesa (11,47%), o óleo de soja (4,29%) e as carnes (0,68%).

A alimentação fora do domicílio (0,68%) acelerou em relação ao mês anterior (0,19%), em virtude das altas da refeição (0,56%) e do lanche (0,97%).

Já o grupo habitação desacelerou para 0,09%. A principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de -1,09% para -0,38%. Ressalta-se que, em novembro, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

Os outros grupos em alta foram: vestuário, com variação de 0,19%, e educação, com 0,05%. Em queda, vieram os grupos comunicação, -0,19%, e artigos de residência, -0,20%.

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