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Haddad confirma alíquota de 17,5% sobre aplicações financeiras e aumento para JCP
10 de junho de 2025
Mais areia na engrenagem: A reação de grandes bancos ao pacote de Haddad
10 de junho de 2025
Published by on 10 de junho de 2025
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio evidencia que a inflação está em processo de arrefecimento, afirma o economista-chefe do BMG, Flávio Serrano. “Vemos os núcleos bem comportados. Em junho e julho, o IPCA vai ser benigno, assim como no mês de maio”, disse em entrevista ao Money Times.

A inflação brasileira desacelerou para 0,26% no quinto mês do ano e foi a 5,32% no acumulado de 12 meses. O mercado, no entanto, esperava altas maiores, de 0,34% e 5,40%.

Segundo Serrano, o IPCA surpreendeu na magnitude, mas não na trajetória. “Esperávamos que o IPCA começasse a acomodar, o que se estenderia para os meses de junho e julho. Isso continua prevalecendo”, afirmou.

O economista pondera que o cenário de acomodação de preços no curto prazo, especialmente nos alimentos, deve contribuir para uma inflação mais baixa no meio do ano. “Esperamos que a alimentação no domicílio tenha um comportamento super favorável nos próximos dois meses. Em junho ou julho, é razoável vermos até deflação”.

Entretanto, pontualmente, novas bandeiras tarifárias na energia podem levar a altas inesperadas. “A energia elétrica adiciona volatilidade no resultado do IPCA. Temos bandeira vermelha 1 em junho e pode entrar bandeira vermelha 2 em julho ou agosto”.

A ocorrência ou não de bandeiras tarifárias depende da evolução do clima e do balanço de risco hídrico. Tal condição, no entanto, é pontual, com tendência de reversão posteriormente, avalia Serrano.

Em maio, a surpresa veio dos bens industriais, refletindo a desaceleração econômica, o retorno do câmbio e a safra do etanol.

“Essa surpresa se deu, em boa medida, pelo etanol. O etanol teve uma deflação de 0,91% no mês. A desaceleração de bens linha branca e marrom também foi destaque — televisão e geladeira, por exemplo, tiveram uma deflação mais intensa”, afirmou.

Inflação segue pressionada no longo prazo

Apesar de reconhecer o alívio nos preços, Serrano pondera que a inflação segue pressionada no longo prazo. O risco fiscal é um dos fatores que corrobora esse cenário.

“A questão fiscal, o risco institucional e o aumento da percepção de risco podem adiar a desaceleração da atividade. E, portanto, a acomodação da inflação também acontece mais tarde”, afirmou.

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Esse mesmo ambiente pode gerar efeitos sobre o câmbio. Embora a taxa de câmbio tenha se mantido relativamente estável, o equilíbrio pode se reverter, adicionando pressão sobre os preços, especialmente de bens industriais.

Além disso, o mercado de trabalho pressiona os preços, uma vez que tem se mostrado persistentemente resiliente, contrariando expectativas de arrefecimento. “Se o mercado de trabalho continuar desse jeito, pode atrasar a desaceleração da atividade e, como consequência, demorar um pouco mais para a inflação desacelerar”.

E a Selic?

Para o economista do Bmg, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic estável em 14,75% ao ano na reunião dos dias 17 e 18 de junho. Os juros devem ser mantidos nesse patamar até o início de 2026.

O cenário de incerteza levará o Copom a descartar novas altas na taxa de juros. Segundo Serrano, há dúvidas sobre a força do mercado de trabalho e sobre a resistência da atividade econômica. “Pode ser mais fraco ou mais forte”, diz.

Além disso, existem incertezas sobre a dinâmica da inflação, considerando os possíveis efeitos baixistas do cenário internacional, e as defasagens da política monetária.

“Nesse ambiente de muita incerteza, me parece fazer mais sentido parar pra observar”, afirma.

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