O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, subiu 0,56% em março, segundo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11). O número indica uma desaceleração em relação à alta de 1,31% apurada em fevereiro.
A inflação acumula alta de 2,04% no ano e de 5,48% em doze meses. No mês passado, esses números eram de 1,47% e 5,06%, respectivamente.
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O acumulado de um ano do IPCA segue acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em 2024. O alvo é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para baixo ou para cima.
As maiores influências na leitura deste mês vieram dos grupos Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 1,17% e impacto de 0,25 p.p., e Despesas pessoais, com 0,70% e 0,07 p.p.
O IPCA veio em acima das expectativas do mercado. A projeção era de que o índice subiria 0,54% este mês e aceleraria para 5,46% no acumulado de 12 meses, segundo a mediana das estimativas coletadas pelo Money Times.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram resultados positivos em março. Mas, um dos maiores destaques se deu para o grupo Alimentação e Bebidas (1,17% e 0,25 p.p.), no qual o subitem alimentação no domicílio subiu 1,31% em março — uma desaceleração em relação a fevereiro (0,79%)
Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (22,55%), do ovo de galinha (13,13%) e do café moído (8,14%) e, no lado das quedas, se destacaram o óleo de soja (1,99%), o arroz (1,81%) e as carnes (1,60%).
Outro destaque positivo foi em Despesas pessoais (0,70%), responsável pela segunda maior variação do mês. O subitem cinema, teatro e concertos (7,76%), impulsionou o grupo devido ao fim da semana do cinema — que ocorreu em fevereiro.
No grupo Vestuário (0,59%), houve aumento no subitens calçados e acessórios (0,65%), na roupa feminina (0,55%), na roupa masculina (0,55%) e na roupa infantil (0,29%).
Em março, o grupo Transportes avançou 0,46% (0,09 p.p.), influenciado pelo aumento da passagem aérea (6,91%), e dos combustíveis, que subiram 0,46%.
Destacam-se, também, as altas no subitem gasolina (0,51%), desacelerando em relação aos 2,78% do mês anterior, óleo diesel (0,33%), ante 4,35%, e o etanol (0,16%), ante 3,62%. No mês, o gás veicular acelerou de -0,52% em fevereiro para 0,23% em março.
No grupo, ainda foi registrado um aumento no subitem táxi (0,23%), em razão de reajustes de 14,88% em Aracaju (9,46%), e de 10,91% em Porto Alegre (0,32%).
Em Saúde e cuidados pessoais (0,43%), as maiores contribuições vieram do plano de saúde (0,57%) e da higiene pessoal (0,51%).
Por fim, o grupo de Habitação, que havia registrado alta de 4,44% em fevereiro, variou 0,24% em março.
A energia elétrica residencial foi o subitem com o maior peso no grupo. Isso porque, desacelerou dos 16,80% do mês anterior, para 0,12% em março.
Além do reajuste de 1,37% em uma das concessionárias do Rio de Janeiro (-0,79%), contribuíram para a variação as mudanças nas alíquotas de Pis/Cofins das concessionárias.