O primeiro mês do ano costuma ser de fluxo menos intenso para quem vende produtos físicos, mas o cenário se inverte no mercado digital. Enquanto o varejo tradicional busca atrair consumidores com liquidações e queimas de estoque do fim do ano, plataformas como a Hotmart veem o volume de transações subir 24% em janeiro, em comparação à média dos outros meses.
A Hotmart foca na venda e distribuição de produtos digitais. Dentro da ferramenta, é possível encontrar cursos online, mentorias, comunidades e e-books. Este ambiente está atrelado ao sucesso de vendas em janeiro, época em que as pessoas estão mais propensas a tirar as resoluções de ano novo do papel para aprender novas habilidades, cultivar novos hábitos, cuidar da saúde ou se aperfeiçoar profissionalmente.
“Dados da Hotmart mostram que janeiro é, historicamente, o segundo mês mais forte em vendas de produtos digitais, ficando atrás apenas de novembro, que é impulsionado pela Black Friday [quando há descontos significativos]. Nos últimos três anos, janeiro registrou um volume de transações 24% superior à média observada nos outros meses do ano”, afirma Alexandre Abramo, diretor de Desenvolvimento de Mercado na Hotmart.
Segundo o diretor, a plataforma já ultrapassou US$ 10 bilhões em vendas desde a fundação, em 2011. Hoje, a empresa conta com 1.600 colaboradores em seis países, e o número de empreendedores digitais ativos cresceu de 114 em 2011 para 250 mil em 2025.
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O bom resultado de vendas em janeiro reflete o otimismo dessa época do ano. Mas, para Abramo, só isso não seria suficiente. “É preciso que esse desejo encontre produtos acessíveis, relevantes e confiáveis, que conversem diretamente com as necessidades do consumidor”, diz.
Segundo ele, a diversidade do ecossistema e dos produtos digitais entrega soluções específicas ou jornadas mais completas de desenvolvimento, o que reduz a distância entre a intenção e a ação.
Desde 2023, os produtos relacionados a Ensino e Estudo Acadêmico e a Saúde & Esportes lideram as transações na Hotmart em janeiro, segundo Abramo. Isso corresponde a cerca de 19% e 14% das vendas, com crescimento médio de 33% e 36% neste mês, respectivamente.
No universo de Ensino, os cursos de idiomas e as preparações para concursos se destacam. Em Saúde, a procura é elevada por produtos digitais de nutrição e dietas, que envolvem planos alimentares, programas de emagrecimento e receitas funcionais. Programas de exercícios físicos, como treinos em casa, pilates, yoga e HIIT — método de treino que alterna exercícios de alta intensidade com curtos períodos de descanso —, também estão entre os mais procurados.
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Se o início do ano serve para tirar metas do papel, o brasileiro parece interessado em se aprofundar no conhecimento de novos idiomas. Produtos de ensino de línguas se destacam com o maior crescimento médio proporcional, com alta de 190% em janeiro em relação à média anual dos últimos três anos.
“Isso mostra que muitas pessoas aproveitam o começo do ano para finalmente aprender uma nova língua de forma virtual, aproveitando a flexibilidade dos estudos online”, afirma Abramo.
Enquanto as transações em janeiro são movidas pela motivação pessoal e pelas resoluções de Ano Novo, na Black Friday o motor são as promoções e as condições comerciais oferecidas pelos empreendedores.
Um exemplo citado por Abramo relativo à Black Friday é a combinação de um curso online com materiais complementares — como livros, planners ou kits físicos — além de bônus digitais, como mentorias em grupo ou acesso a comunidades exclusivas, tudo reunido em um único pacote com preço reduzido por tempo limitado.
“Assim, os dois períodos se complementam: novembro é marcado por ofertas sazonais, enquanto janeiro é movido pelo desejo de mudança e crescimento no novo ano”, avalia Abramo.
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