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11 de dezembro de 2025
Published by on 11 de dezembro de 2025
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O Brasil é o único país da América Latina que recebeu o Overweight, o equivalente a “compra”, do JP Morgan. Em um relatório recente, o banco norte-americano afirmou que o país está em um bom caminho apesar dos percalços esperados para 2026. 

De acordo com a publicação, o JP Morgan vê como positivo o corte na taxa de juros já no primeiro trimestre de 2026, o que historicamente tende a impulsiona as ações brasileiras. Nomes como Chile e México permaneceram como “neutros“, Colômbia e Peru, Underweight (equivalente a “venda“) e a Argentina não foi considerada (Off-index). 

Com juros menores, os investidores locais e internacionais devem migrar da renda fixa para bolsa, que já vem apresentando um resultado positivo nos últimos meses de 2025. Vale dizer ainda que o investimento direto no país deve continuar crescendo, segundo o JP Morgan, tendo em vista a maior atenção global ao Brasil. 

No entanto, o Brasil terá eleições presidenciais e para renovação das Casas Legislativas em 2026, o que é um ponto de atenção para os analistas. 

Em outubro do ano que vem, o eleitor escolherá deputados, dois senadores, governador e presidente. 

O tabuleiro eleitoral no Brasil de 2026 

A despeito das disputas políticas, os investidores devem se preocupar mesmo é com a agenda fiscal do governo federal. Caso as eleições tragam um governo com compromisso com equilíbrio fiscal e reformas estruturais, isso pode gerar um upside assimétrico positivo no ano. 

No entanto, a volatilidade deve estar presente ao longo do ano devido às preocupações com eleitorais. Ainda assim, o potencial de alta é maior que o de baixa, segundo o relatório. 

Por outro lado, os analistas ainda destacam que a possível expansão de gastos ou falta de ajuste fiscal pode deteriorar expectativas e pressionar juros. 

Nesse cenário, caso o real se desvalorize fortemente ou ocorram choques externos, o início do afrouxamento monetário pode ser postergado, o que exigiria um ajuste das projeções.  

Top Picks do JP Morgan 

Ação (Código) 
Destaque 

Nubank (NU) 
Maior neobank da América Latina, com forte crescimento e ROE elevado. 

Petrobras (PETR3) 
Produção acima do guidance, dividendos robustos (~10% yield). 

Vale (VALE3) 
Vantagem competitiva em qualidade do minério, bom potencial de preço. 

Suzano (SUZB3) 
Beneficiada por alta esperada no preço da celulose e aumento de volumes. 

Hypera (HYPE3) 
Crescimento orgânico e lançamento de genéricos GLP-1. 

Localiza (RENT3) 
Maior locadora, deve se beneficiar da queda da Selic. 

Sabesp (SBSP3) 
Privatização e leilões de concessão devem impulsionar resultados. 

Cyrela (CYRE3) 
Exposição ao ciclo de queda de juros e segmento de média/alta renda. 


As menos preferidas do JP Morgan
 

Ação (Código) 
Destaque 

Magazine Luiza (MGLU3) 
Pressão competitiva e cenário macro desafiador. 

Cemig (CMIG4) 
Estatal com risco político e menor potencial de valorização. 

Tupy (TUPY3) 
Margens pressionadas e incertezas estratégicas. 

 

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