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BC chegou muito perto de intervenção cambial, diz Galípolo
22 de agosto de 2024
Ajustes nos juros sobre capital próprio (JCPs) vêm aí, diz Haddad
22 de agosto de 2024
Published by on 22 de agosto de 2024
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SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira em forte alta, precificando 100% de probabilidade de o Banco Central subir a taxa básica Selic em setembro, na esteira de novo discurso duro contra a inflação do diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo, e da alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 — que reflete a política monetária no curtíssimo prazo — estava em 10,749%, em alta de 9 pontos-base ante os 10,749% do ajuste anterior.

Já a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 11,595%, ante 11,446% do ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 estava em 11,605%, ante 11,413%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 11,68%, ante 11,49%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 11,65%, ante 11,466%.

As taxas futuras se firmaram em alta já no início da sessão, refletindo o avanço firme dos yields dos títulos norte-americanos no exterior, após novos dados econômicos dos EUA.

O Departamento de Trabalho informou que o número de pedidos iniciais de auxílio desemprego subiu para 232.000 na semana encerrada em 17 de agosto, ante 228.000 pedidos revisados para cima na semana anterior.

O resultado reforçou o argumento de que há um esfriamento do mercado de trabalho norte-americano, com operadores elevando as apostas de um corte de 25 pontos-base dos juros na reunião de setembro do Federal Reserve — e não de 50 pontos-base, como chegou a ser precificado.

O viés positivo para as taxas dos DIs foi reforçado à tarde, com a participação de Galípolo em evento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em São Paulo.

Em um discurso duro, Galípolo afirmou que suas falas recentes não colocaram o BC em um “corner” em relação ao que será feito com a Selic em setembro, mas repetiu que a autarquia subirá a taxa básica se necessário.

Nos últimos dias têm ganhado força entre instituições financeiras a avaliação de que, em função de falas recentes de Galípolo, consideradas hawkish (duras com a inflação), o BC terá que subir a Selic em pelo menos 25 pontos-base em setembro mesmo em meio à relativa melhora do cenário externo, já que as taxas futuras precificam isso.

Na prática, seria uma profecia autorrealizada: a fala de Galípolo forçou a alta das taxas dos DIs, que passaram a precificar Selic maior no curto prazo, e o BC seria obrigado a elevar a taxa básica justamente para não estressar ainda mais a curva a termo.

No evento em São Paulo, Galípolo disse discordar “respeitosamente” das interpretações do mercado sobre o BC ter ficado em um “corner”, em referência a uma situação difícil.

Ao mesmo tempo, ele manteve o discurso duro das últimas semanas: “Inflação fora da meta é situação desconfortável, e ter que subir juros é situação cotidiana para quem está no BC”, afirmou.

Os comentários de Galípolo reforçaram a percepção de que uma alta da Selic está de fato a caminho, o que deu fôlego extra às taxas dos DIs. O trecho curto da curva a termo passou a precificar, perto do fechamento, 100% de probabilidade de o BC subir a Selic em 25 pontos-base em setembro.

Na quarta-feira a curva precificava 67% de probabilidade de alta de 25 pontos-base e 33% de chances de manutenção da Selic em 10,50% ao ano.

Ofuscado pela fala da tarde de Galípolo, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, também demonstrou pela manhã preocupação com o cenário “mais desafiador” para a inflação.

Falando em evento organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Guillen disse que o BC segue vendo um cenário com muita incerteza externa e doméstica, além de projeções elevadas para a inflação e mais riscos.

“Eu sigo vendo assim, projeções mais elevadas e com mais riscos, levando a um cenário mais desafiador para o Comitê. Vai ser importante ir acompanhando os dados”, disse Guillen.

No exterior, no fim da tarde os rendimentos dos Treasuries seguiam em alta firme. Às 16h44 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 8 pontos-base, a 3,86%.

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