O mercado ainda digere os últimos dias de tensão em Brasília. Depois da derrota do governo em relação à Medida Provisória (MP) 1.303, que alterava a tributação do Imposto de Renda sobre investimentos financeiros, a expectativa fica por conta das medidas compensatórias que podem ser apresentadas pela equipe econômica.
A equipe econômica estimava um ganho de R$ 17 bilhões em receita no próximo ano, mesmo após as mudanças feitas pelo relator. Agora, sem a MP, o governo enfrenta um rombo de R$ 42,3 bilhões nas contas públicas.
Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adiantou que qualquer ação para compensar a frustração de arrecadação decorrente da queda da MP, que seria alternativa ao aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), só será anunciada após deliberação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores de Brasília, há especulações de que os aumentos de impostos possam vir via decreto. No entanto, o clima estaria tão contrário às taxações que qualquer decreto seria alvo de debate e correria risco de derrubada, como ocorreu com o IOF.
Também não está descartada uma possível retomada da proposta relacionada ao IOF. Outras opções incluiriam ampliar a projeção de dividendos de estatais como Petrobras e BNDES no Orçamento e acelerar a realização de leilões de petróleo, acrescentando novas rodadas para reforçar a arrecadação.
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Por aqui, o destaque é a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) referente a agosto. O indicador mostra a variação dos preços na saída das fábricas e funciona como um termômetro das pressões de custos na indústria, oferecendo pistas sobre possíveis movimentos futuros da inflação ao consumidor.
No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou com queda de 0,31%, aos 141.708,19 pontos. Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3750, com alta de 0,58%.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, sobe 0,44% no pré-market, cotado a US$ 29,80.
Lá fora, as atenções vão para mais falas dos diretores do Federal Reserve. Também está no radar o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
Do lado político, a Casa Branca e os democratas ainda não chegaram a um acordo que encerre o shutdown nos Estados Unidos. O mercado também acompanha o avanço do cessar-fogo e acordo de paz entre Israel e o Hamas.
Na Ásia, bolsas encerraram o pregão em baixa. Os principais índices europeus também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York avançam na manhã desta sexta-feira.
O petróleo segue em queda com a redução do conflito no Oriente Médio, que ajudou a diminuir os temores de interrupções em rotas marítimas ou danos à infraestrutura energética em territórios vizinhos.
As criptomoedas operam em queda. O bitcoin (BTC) é negociado nos US$ 121 mil, apresentando uma baixa de 0,3%. Já o ethereum (ETH) recua 0,2% e é negociado nos US$ 4.300.
Indicadores econômicos
09h – Brasil – IPP
11h – EUA – Índice de Sentimento do Consumidor
Agenda – Lula
08h00 – Partida para São Paulo
09h20 – Chegada a São Paulo
10h30 – Cerimônia de lançamento de novo modelo de crédito imobiliário
13h00 – Partida para Brasília
14h30 – Chegada a Brasília
Agenda – Fernando Haddad
10h – Participa da Cerimônia de Anúncio do Novo Modelo de Crédito Imobiliário
Agenda – Gabriel Galípolo
10h – Participa da Cerimônia de anúncio do Novo Modelo de Crédito Imobiliário
Bolsas asiáticas
Tóquio/Nikkei: -1,02%
Hong Kong/Hang Seng: -1,73%
China/Xangai: -0,94%
Bolsas europeias (mercado aberto)
Londres/FTSE100: -0,19%
Frankfurt/DAX: -0,43%
Paris/CAC 40: -0,01%
Wall Street (mercado futuro)
Nasdaq: +0,02%
S&P 500: +0,03%
Dow Jones: +0,08%
Commodities
Petróleo/Brent: -0,77%, a US$ 64,72 o barril
Petróleo/WTI: -0,73%, a US$ 61,09 o barril
Minério de ferro: +1,02%, a US$ 111,59 a tonelada em Dalian
Criptomoedas
Bitcoin (BTC): -0,3%, a US$ 121.383
Ethereum (ETH): -02%, a US$ 4.325,64
Boa sexta-feira e fique de olho no Money Times para acompanhar as notícias do mercado!