O tempo está correndo. No dia 9 de julho, termina a pausa de 90 dias sobre as tarifas recíprocas de mais de 10%, impostas pelo presidente Donald Trump. No entanto, apesar do tempo dado para facilitar as negociações entre os Estados Unidos e demais países, a realidade é um pouco diferente.
Oficialmente, só o Reino Unido conseguiu fechar um acordo comercial para redução de tarifas sobre importações entre os países, que entra em vigor nesta semana.
Fabricantes britânicos de automóveis agora poderão exportar para os EUA sob uma cota tarifária reduzida de 10%, em comparação com os 27,5% anteriores. Além disso, as tarifas atuais de 10% foram totalmente eliminadas para produtos como motores e peças de aeronaves, informou um comunicado do governo britânico. No entanto, a questão das tarifas sobre aço e alumínio continua sem solução.
Além do Reino Unido, apenas um compromisso com a China para compra de terra raras foi oficialmente anunciado, mas os dois países ainda não se acertaram em relações às tarifas.
Já as negociações com parceiros históricos dos EUA, como Canadá, México e União Europeia, seguem sem conclusão.
Na sexta-feira (27), o clima entre EUA e Canadá ficou tenso após o governo canadense impor uma tarifa sobre serviços digitais, que tinha como alvo empresas de tecnologia norte-americanas. Ontem, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, decidiu cancelar o imposto em uma tentativa de avançar nas negociações comerciais estagnadas.
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Lá fora, o dia começou com dados vindos da China. A atividade industrial da segunda maior economia do mundo encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) subiu para 49,7 em junho, frente aos 49,5 registrados em maio, mas ainda abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração.
Embora em um ritmo mais lento, à medida que aumentos nos novos pedidos, nos volumes de compras e nos prazos de entrega dos fornecedores sinalizaram que as medidas de estímulos implementadas desde o final do ano passado começam a surtir efeito.
No entanto, o sentimento empresarial permanece contido, sendo que os indicadores como emprego, preços na saída da fábrica e novos pedidos de exportação continuam fracos.
As bolsas asiáticas fecharam mistas. O mercado europeu também opera sem direção definida, enquanto os futuros de Wall Street amanheceram em alta.
O petróleo recua nesta segunda-feira, com o preço da commodity abaixo dos US$ 70 o barril.
As criptomoedas estão em baixa nesta manhã. O bitcoin (BTC) opera nos US$ 107 mil, apresentando uma queda de 0,6%. Já o ethereum (ETH) cai 0,2%, sendo negociado nos US$ 2.400.
Por aqui, o destaque do dia no quesito indicador é o Relatório Focus, após a divulgação da prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15). Na semana passada, a inflação subiu 0,26% na prévia de junho, indicando uma desaceleração em relação à alta de 0,36% apurada em maio.
Também deve seguir pressionando o mercado a judicialização do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o governo deve ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Congresso que derrubou decreto presidencial que aumentava alíquotas do IOF.
A avaliação dentro do governo é de que o Congresso violou o princípio da separação dos poderes ao barrar, por meio de decreto legislativo, uma decisão de competência exclusiva do Executivo.
Se confirmada, a movimentação do governo junto ao Supremo tem potencial de tensionar ainda mais a conturbada relação entre Executivo e Legislativo.
No último pregão, o Ibovespa (IBOV) caiu 0,18%, aos 136.865,79 pontos, e zerou os ganhos da semana. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa recuou 0,18%.
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4829, com queda de 0,29% ante o real. Na semana, a moeda norte-americana se desvalorizou 0,76% ante o real.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, subiu 0,04% no after-market de sexta-feira (27), cotado a US$ 28,15.
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Indicadores econômicos
08h25 – Brasil – Relatório Focus
08h30 – Brasil – Resultado do setor público consolidado de maio
10h30 – Brasil – Coletiva do Banco Central sobre a nota à imprensa de política fiscal
10h45 – EUA – PMI Industrial
14h30 – Brasil – Caged
14h30 – Brasil – Pesquisa Firmus
21h30 – Japão: PMI industrial
Agenda – Lula
09h30 – Reunião com Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira
10h30 – Reunião com Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira
11h – Cerimônia de Lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026
15h30 – Reunião com Secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza
16h – Reunião com Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin
17h – Reunião com Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Marco Aurélio Marcola
Agenda – Fernando Haddad
11h – Cerimônia de Lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026
Agenda – Gabriel Galípolo
Despachos internos
Bolsas asiáticas
Tóquio/Nikkei: +0,80%
Hong Kong/Hang Seng: -0,87%
China/Xangai: +0,59%
Bolsas europeias (mercado aberto)
Londres/FTSE100: -0,16%
Frankfurt/DAX: +0,01%
Paris/CAC 40: -0,03%
Wall Street (mercado futuro)
Nasdaq: +0,64%
S&P 500: +0,41%
Dow Jones: +0,48%
Commodities
Petróleo/Brent: -0,25%, a US$ 66,63 o barril
Petróleo/WTI: +0,38%, a US$ 65,27 o barril
Minério de ferro: +0,21%, a US$ 99,87 a tonelada em Dalian
Criptomoedas
Bitcoin (BTC): -0,6%, a US$ 107.642
Ethereum (ETH): -0,2%, a US$ 2.472,55
Boa segunda-feira e fique de olho no Money Times para acompanhar as notícias do mercado!
*Com informações da Reuters