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14 de julho de 2023
Published by on 14 de julho de 2023
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A adesão da Shein às novas regras aduaneiras propostas pelo governo não será suficiente, nem de longe, para reduzir a grande vantagem que a companhia asiática tem em termos de preço no mercado local. Segundo estudo elaborado pela gestora SFA Investimentos, mesmo com a incidência de uma alíquota de 17% do ICMS, previstos para as empresas que aderirem ao programa Remessa Conforme, os preços praticados pela Shein seguem muito abaixo dos cobrados por players locais. “O programa pode elevar um pouco a arrecadação, mas não ataca a questão da isonomia fiscal, que é fundamental para a competitividade dos lojistas brasileiros”, explica Ricardo Borges, sócio e analista de ações da SFA.

Para avaliar o efeito fiscal para a competitividade de lojistas locais, a SFA fez um levantamento de preços de mais de 8 mil produtos vendidos tanto pela Shein quanto pelas Lojas Renner (LREN3) no mês de fevereiro – empresa na qual a SFA tem posição e que é afetada de forma direta pela concorrência de produtos de vestuário vendidos pela Shein. A equipe da gestora buscou a comparação de produtos com a maior semelhança possível nos sites das duas empresas e os organizou por categoria, calculando uma mediana dos valores desses itens.

Leia também: 7 questões que têm abalado as varejistas na Bolsa

Nas condições atuais, em que os produtos importados pela Shein de até US$ 50,00 chegam ao consumidor sem a incidência de qualquer imposto, os preços são pelo menos 50% menores do que os cobrados pela Renner. Um dos itens pesquisados é o blazer, cuja mediana de preço dos diferentes modelos oferecidos no site da lojista brasileira é de R$ 279,90 e, na asiática, de R$ 97,99 – uma diferença de 65%, portanto. Se a Shein aderir ao programa do governo, a diferença de preço diminui para 57,8%, o que não é suficiente para equilibrar as condições de concorrência.

Outros exemplos são blusa cropped, cujo preço cobrado pela Shein é 54,7% menor do que o da Renner; camiseta feminina básica branca, 57,6% inferior; e vestido básico de algodão, 61,1%. Com a cobrança do ICMS, previstos no Remessa Conforme, as diferenças seriam reduzidas para 45,5%, 48,9% e 53,9%, respectivamente. Vale reforçar que, em todos os casos, estão sendo comparadas as medianas dos preços de cada um dos itens.

Shein: empresa segue com maior atratividade de preços, a despeito de movimentação do governo (Divulgação)

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Borges lembra ainda que, ao longo dos últimos anos, a Shein ganhou muito mercado no Brasil e as empresas locais defenderam a afirmação de que, se houvesse tributação, os preços estariam mais equilibrados. Mas, para isso, seria preciso que, além do ICMS, as estrangeiras passassem a recolher também o Imposto de Importação.

Segundo o levantamento, caso o governo implementasse a medida que chegou a ser considerada no início do ano, de taxação de 60% de Imposto de Importação, cerca de 18% de ICMS além do despacho postal, alguns dos produtos da Renner ficariam até mais baratos do que os da Shein. De modo geral, a diferença de preços entre as lojistas locais e as estrangeiras ficaria mais equilibrada, tornando o ambiente competitivo mais justo, na visão de Ricardo.

Nesse cenário, a mediana dos preços do blazer da Shein ficaria ainda 27,2% menor do que a da Renner. Mas a blusa cropped ficaria 2,3% mais cara do que a da lojista brasileira; a camiseta da Shein custaria 5,3% a mais do que a da Renner, enquanto o preço do vestido de algodão teria uma diferença a menor de preço de 18,8% ante a Renner.

Nesse ambiente, os lojistas brasileiros teriam mais poder de competição, uma vez que há outras variáveis importantes a serem consideradas, como a rede de lojas físicas – que facilita tanto a verificação do produto quanto facilita a troca –, a agilidade nos prazos de entrega, a qualidade de alguns produtos e o atendimento de vendedores. “O preço não é a única variável que define a competitividade de um lojista, mas em um ambiente em que a diferença é gritante, isso acaba limitando o efeito dos outros aspectos”, explica.

Leia também: Shein se prepara para IPO nos EUA

A escolha da Renner para a realização do estudo ocorreu porque a SFA investe na companhia há anos, mas é possível dizer que esse efeito é parecido em lojistas com o mesmo perfil, como C&A (CEAB3) e Riachuelo (GUAR3), diz Borges. Esse impacto negativo levou a SFA a reduzir sua posição em Renner ao menor nível histórico. Mas, para Ricardo Borges, uma correção desse desequilíbrio representaria um fator de upside grande para a ação, mais expressivo até mesmo que a queda da taxa de juros que se avizinha. “A queda dos juros tem um efeito imediato sobre o valuation das lojistas, mas acredito que o problema fiscal é hoje uma questão ainda mais relevante”, diz.

Por fim, o analista explica ainda que outra fonte de preocupação neste momento é que o programa criado pelo governo acabe abrindo as portas para que essa desvantagem fiscal enfrentada pelos lojistas brasileiros acabe extrapolando para diversos outros segmentos. Isso porque, com o Remessa Conforme, qualquer produto, e não apenas os de vestuário, de até US$ 50,00 poderá contar com a isenção do Imposto de Importação, podendo pressionar varejistas como Magazine Luiza (MGLU3) e Via ([ativo=VIIA4]), por exemplo.

The post Mesmo se aderir a programa do governo, Shein mantém vantagem sobre varejistas appeared first on InfoMoney.

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