O dólar norte-americano foi a moeda estrangeira mais transacionada por pessoas físicas no Brasil no primeiro semestre de 2025. O dado faz parte do ranking da Travelex Confidence, maior especialista em câmbio do mundo.
O levantamento considera o volume de vendas de papel-moeda ao longo do primeiro semestre de 2025 em toda a base de clientes da instituição.
Assim, no levantamento da Travelex, a divisa oficial dos Estados Unidos representou 51,3% de participação no volume total transacionado nos primeiros seis meses do ano.
Apesar de uma leve queda de 0,6% na comparação com o segundo semestre de 2024, a divisa cresceu 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado, confirmando sua estabilidade como moeda internacional de referência.
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MOEDA
Volume total (R$) no primeiro semestre de 2025
Variação do volume operado (R$) no comparativo ao segundo semestre de 2024
Variação do volume operado (R$) no comparativo ao primeiro semestre de 2024
Dólar (USD)
51,30%
-0,60%
2,60%
Euro (EUR)
39,80%
-1,80%
-4,60%
Libra Esterlina (GBP)
3%
-18,50%
-19,50%
Dólar Canadense (CAD)
2,20%
-4,80%
-15,70%
Iene (JPY)
1,30%
0,10%
-11,30%
Franco Suíço (CHF)
0,60%
-0,20%
-0,60%
Dólar Australiano (AUD)
0,60%
-19,60%
-22,70%
Peso Chileno (CLP)
0,50%
-36,20%
-7,30%
Peso Argentino (ARS)
0,40%
13%
101,90%
Peso Colombiano (COP)
0,30%
17,30%
10,70%
Fonte: Travelex Confidence.
Mais especificamente, o desempenho da divisa em junho puxou o resultado no semestre. O dólar norte-americano apresentou, no mês passado, um volume 19% maior em relação a abril, além de um incremento de 38% e 16% no comparativo com junho de 2024 e com a média do ano passado, respectivamente.
Para Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, fatores conjunturais impulsionaram a procura pela moeda norte-americana no período, consolidando a liderança tradicional da divisa no ranking.
“A realização do Mundial de Clubes da FIFA nos Estados Unidos, entre junho e julho, estimulou a compra antecipada da moeda, especialmente por torcedores e famílias que estenderam a estadia para lazer. Além disso, os EUA seguem como um dos principais destinos turísticos internacionais para o brasileiro”, explica o executivo.
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Em segundo lugar no Ranking de Moedas da Travelex Confidence aparece o euro (EUR), com 39,8% do volume total, seguido pela libra esterlina (GBP), com 3,0%. Completam o TOP 10: dólar canadense (CAD), iene japonês (JPY), franco suíço (CHF), dólar australiano (AUD), peso chileno (CLP), peso argentino (ARS) e peso colombiano (COP).
Um dos destaques do semestre foi o avanço do peso argentino, que cresceu 13% em relação ao segundo semestre de 2024 e expressivos 101,9% frente ao primeiro semestre do mesmo ano. O peso colombiano também apresentou crescimento consistente, de 17,3% e 10,7%, respectivamente.
“A forte procura por moedas latinas, especialmente o peso argentino, reflete o aumento do interesse de brasileiros por destinos na América do Sul com custo-benefício mais competitivo, apesar de desafios econômicos locais. É um movimento que revela não só tendências de turismo, mas também da diversificação dos destinos para além da rota dólar-euro”, afirma Jorge Arbex.
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Além do comportamento no mercado de papel-moeda, o levantamento semestral da Travelex Confidence também analisou as transferências internacionais realizadas por pessoas físicas.
A principal natureza identificada foi a “entre contas da mesma pessoa física ou jurídica”, que respondeu por 37,3% do volume transacionado nos primeiros seis meses do ano.
Essa categoria apresentou uma curva expressiva de crescimento, com alta de 30,8% em relação ao segundo semestre de 2024 e 38,7% frente ao mesmo período do ano passado — resultado que aponta para um maior planejamento financeiro e movimentação pessoal de recursos no exterior
Na sequência, aparecem as “doações e transferências sem contrapartida”, com 32,4% do volume, apesar da queda de 16,4% em relação ao semestre anterior.
Vale lembrar que a moeda norte-americana vem se enfraquecendo frente às divisas globais, inclusive contra o real. Em 2025, o dólar recuou 9,52% até o fechamento da última quarta-feira (16).
No mesmo intervalo, o índice do dólar (DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra) sofreu uma desvalorização de 9,8% em 2025.